Partido de Roberto Sánchez não reconhece resultado das eleições presidenciais no Peru
O partido Juntos por el Perú não reconhecerá o resultado das eleições presidenciais peruanas por alegar falta de transparência. Com 99% das urnas apuradas, Roberto Sánchez perde para Keiko Fujimori por 35 mil votos. O Jurado Eleitoral Especial prevê a definição oficial do vencedor para meados de julho
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O partido Juntos por el Perú, legenda do candidato Roberto Sánchez, anunciou que não reconhecerá o resultado final das eleições presidenciais no Peru, alegando falta de transparência no processo. A decisão ocorre em um cenário de extrema proximidade entre os concorrentes: com 99% das urnas apuradas, Sánchez aparece atrás de Keiko Fujimori por uma diferença de aproximadamente 35 mil votos, o que representa 0,2 ponto percentual.
Diante do cenário, a sigla organizou uma manifestação em Lima para a próxima quarta-feira (17), com previsão de novos atos ao longo da semana. Anteriormente, na sexta-feira (12), Sánchez utilizou as redes sociais para solicitar a recontagem e a revisão de todas as atas permitidas por lei, chegando a convidar a adversária Keiko Fujimori a apoiar a iniciativa.
O Jurado Eleitoral Especial (JJE), autoridade máxima do pleito, ainda não declarou um vencedor oficial. O presidente do órgão, Roberto Rolando Burneo Bermejo, explicou que a proximidade dos números torna o processo de recontagem mais demorado, estimando que a definição final ocorra apenas em meados de julho. O JJE já havia alertado, no dia 7, que o anúncio oficial poderia levar mais de um mês após a votação devido ao julgamento de contestações e revisões.
Embora o volume de atas sob análise seja pequeno diante das 92.700 existentes no sistema eleitoral peruano, a margem estreita entre os candidatos faz com que esses documentos possam alterar o resultado. Bermejo ressaltou que novas recontagens podem ser implementadas caso o Jurado Nacional de Eleições considere necessário.
As revisões são motivadas por divergências entre o número de votos no boletim da ata e na urna, inconsistências entre a quantidade de cédulas e o número de eleitores da mesa, ou quando a mesa eleitoral aceita contestações apresentadas pelos partidos concorrentes.