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Passageiros de cruzeiro desembarcam nas Ilhas Canárias após surto de hantavírus na embarcação

10 de Maio de 2026 às 15:10

Cerca de 150 pessoas desembarcam neste domingo (10) do cruzeiro MV Hondius em Tenerife após um surto de hantavírus que causou três mortes. Passageiros e tripulantes seguem protocolos sanitários para retornar aos seus países de origem até segunda-feira (11)

Cerca de 150 pessoas começaram a desembarcar neste domingo (10) do cruzeiro MV Hondius no porto de Granadilla, em Tenerife, nas Ilhas Canárias, após a embarcação registrar um surto de hantavírus. A operação de retorno dos passageiros e tripulantes aos seus países de origem deve ser finalizada na segunda-feira (11).

O navio, que partiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril, teve seis casos confirmados da doença entre oito suspeitos, resultando na morte de uma passageira alemã e de um casal holandês. O hantavírus é classificado como uma enfermidade rara, sem vacina ou tratamento específico disponível.

A evacuação ocorre sob rigorosos protocolos sanitários. Os passageiros deixam a embarcação em grupos, utilizando trajes de proteção azuis, e são transportados por lanchas até o porto. De lá, seguem em ônibus da Unidade Militar de Emergência (UME) para o aeroporto de Tenerife Sul, com barreiras físicas separando os passageiros do motorista.

Os 14 espanhóis foram os primeiros a desembarcar, por volta das 8h30 GMT. Após passarem por desinfecção e trocarem as roupas de proteção no aeroporto, seguiram para Madri, onde permanecerão em quarentena em um hospital militar. O mesmo protocolo será aplicado aos demais envolvidos.

A ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, informou que voos para França, Reino Unido, Irlanda, Estados Unidos, Turquia, Canadá e Países Baixos estão previstos para este domingo. O último grupo, com destino à Austrália, deve partir na segunda-feira. A previsão é que o navio retorne à sua base, nos Países Baixos, na segunda-feira, às 19h (15h em Brasília), transportando apenas parte da tripulação.

A operação é acompanhada por membros do governo espanhol e pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. Antes do desembarque, equipes médicas avaliaram os passageiros a bordo, que não apresentam sintomas. O governo espanhol assegura que a ação cumpre todas as garantias de saúde pública, embora autoridades regionais das Canárias tenham resistido à operação, determinando que o navio permaneça ancorado sem atracar diretamente no cais.

O chefe da OMS afirmou que o risco atual para a saúde pública derivado do hantavírus permanece baixo, ressaltando que a situação não se compara à pandemia de covid-19. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, defendeu a eficácia da resposta do país diante da crise. O Papa Leão XIV também manifestou agradecimento às Canárias por permitirem a atracação do cruzeiro.

Com informações de G1

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