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Pentágono estima que custos da guerra contra o Irã chegarão a 80 bilhões de dólares

19 de Junho de 2026 às 06:06

O Pentágono estima gastos de US$ 80 bilhões na guerra contra o Irã, valor superior à previsão anterior de US$ 29 bilhões. O conflito terminou na última quarta-feira com um acordo de paz entre Donald Trump e Masoud Pezeshkian. O órgão solicitará verbas suplementares ao Congresso para evitar a redução de prioridades e treinamentos militares

Pentágono estima que custos da guerra contra o Irã chegarão a 80 bilhões de dólares
GETTY IMAGES

O Pentágono estima que serão necessários US$ 80 bilhões para custear a guerra contra o Irã, encerrada nesta semana, além de outras despesas militares. O montante, informado pelo vice-secretário de Defesa, Stephen Feinberg, a parlamentares dos Estados Unidos, é quase três vezes maior do que a previsão de US$ 29 bilhões divulgada pelo órgão em maio.

O conflito no Oriente Médio, iniciado em fevereiro, chegou ao fim na última quarta-feira (17), com a assinatura de um acordo de paz entre os presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian. O encerramento das hostilidades ocorre em um momento de pressão do Congresso norte-americano para que o governo detalhe os gastos totais da operação, especialmente devido ao uso de munições valiosas que poderiam ser essenciais em outras frentes.

A urgência financeira é acentuada pelo esgotamento de recursos, o que pode deixar as Forças Armadas desassistidas ainda no verão do Hemisfério Norte. Sem a aprovação de uma lei de gastos emergenciais, o Pentágono teria que reduzir prioridades e cortar exercícios de treinamento militar. Esse cenário de escassez é agravado pelo aumento significativo de custos com outras operações recentes, como a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro e ações contra o tráfico de drogas no Oceano Pacífico.

Um pedido suplementar de verbas para a Defesa deve ser encaminhado aos parlamentares nos próximos dias. Como o orçamento anual de 2026 do Pentágono é de US$ 1 trilhão, qualquer ampliação depende de análise prévia do escritório de Gestão e Orçamento (OMB) antes de seguir para votação no Congresso.

Enquanto o vice-secretário Feinberg alinha o plano financeiro com legisladores, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, tem tratado de novos pedidos de financiamento em reuniões com senadores republicanos. Apesar da confiança do Pentágono na estratégia apresentada, a solicitação de recursos enfrenta resistência interna, com congressistas já manifestando intenção de votar contra a medida.

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