Plataforma de previsões denuncia George Santos por apostar contra a própria presença em evento oficial
A plataforma Kalshi denunciou George Santos ao Departamento de Justiça e à CFTC por apostar contra a própria presença no discurso do Estado da União. O ex-deputado afirmou publicamente que compareceria ao evento, mas alegou estar retido em um aeroporto no início do pronunciamento
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A plataforma de previsões online Kalshi denunciou o ex-deputado George Santos ao Departamento de Justiça e à Commodity Futures Trading Commission (CFTC) após detectar movimentações suspeitas em sua conta. A denúncia ocorreu porque Santos, que havia afirmado publicamente que compareceria ao discurso do Estado da União do presidente Donald Trump, em 24 de fevereiro, apostou contra a própria presença no evento.
Na véspera do pronunciamento, as probabilidades de Santos comparecer eram de quase 75%. No entanto, minutos após o início do discurso, o ex-congressista publicou no X que estava retido em um aeroporto, o que gerou reações imediatas nas redes sociais com acusações de que ele teria manipulado o mercado para lucrar. Em resposta posterior, durante seu podcast em março, Santos minimizou a situação, alegando que o episódio demonstrou a fragilidade desses mercados.
O histórico de Santos é marcado por condenações por fraude e roubo de identidade, que resultaram em uma sentença de sete anos de prisão em 2024. Ele foi expulso da Câmara dos Deputados dos EUA após a criação de uma persona falsa de negociador de Wall Street. Recentemente, Trump concedeu clemência ao ex-deputado, permitindo sua libertação após 84 dias de detenção sob a justificativa de que ele não merecia uma pena rigorosa e deveria ser reconhecido por votar com os republicanos.
O caso acontece em um momento de crescente vigilância sobre mercados de previsões, como a Kalshi e a Polymarket. Legisladores americanos têm pressionado essas plataformas a intensificar o combate ao uso de informações privilegiadas. Recentemente, o Senado aprovou uma resolução bipartidária que proíbe seus próprios membros de operar nesses mercados.
A repressão a esse tipo de prática já resultou em acusações criminais. Em abril, um soldado foi processado por utilizar dados sigilosos sobre a operação de captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro para lucrar mais de US$ 400 mil na Polymarket.
Questionado sobre a investigação, George Santos afirmou não ter conhecimento do processo e evitou confirmar a existência de uma conta na Kalshi. O Departamento de Justiça e a CFTC não se manifestaram sobre o caso.