Polícia ucraniana localiza morta a principal suspeita de planejar atentado contra oligarca em Mônaco
A polícia ucraniana encontrou morta Berezovska, principal suspeita de um atentado com bomba contra o empresário Vadim Irmolaiev em Mônaco. O ataque feriu outras duas pessoas e resultou na prisão de um agente da inteligência e um ex-membro da segurança da Ucrânia
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A polícia ucraniana localizou morta, nesta terça-feira (7), a principal suspeita de ter planejado um atentado contra um oligarca ucraniano em Mônaco. Berezovska, de 39 anos, apresentava ferimentos por arma de fogo na cabeça. Pelo crime, as autoridades da Ucrânia detiveram dois homens: um funcionário atual da Direção-Geral de Inteligência (GUR) do Ministério da Defesa e um ex-membro das forças de segurança do país.
Berezovska era procurada pelas polícias de Mônaco e da França após a explosão de um "pacote-bomba" ocorrida na noite de segunda-feira (29), por volta das 21h. O artefato, deixado em uma bolsa ou mochila no saguão de um prédio residencial próximo à fronteira francesa, feriu três pessoas: o empresário Vadim Irmolaiev, um casal com idade entre 50 e 60 anos e um adolescente de 13 anos. As vítimas foram transferidas para Nice, na França.
O ataque, o primeiro do gênero registrado no principado, teve como alvo Irmolaiev, residente em Mônaco. O oligarca está sob sanções impostas pelo Conselho Nacional de Segurança da Ucrânia, por decisão do presidente Volodymyr Zelensky, desde dezembro de 2023. A medida decorre da manutenção de atividades comerciais de álcool na península da Crimeia, região atualmente sob ocupação russa.
Imagens de câmeras de vigilância registraram um homem abandonando a mochila na entrada do edifício pouco antes da detonação. Embora fontes judiciais de Mônaco tenham indicado que a principal suspeita fora vista na Alemanha, as investigações culminaram na localização do corpo de Berezovska na Ucrânia.
O príncipe Albert II classificou o episódio como um "crime atroz" e um golpe para a comunidade local. Em resposta, o governo de Mônaco, representado pelo ministro de Estado Christophe Mirmand, reforçou as medidas de segurança no microestado europeu.