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Presidente de Taiwan reafirma soberania da ilha antes de cúpula entre Estados Unidos e China

12 de Maio de 2026 às 12:28

O presidente de Taiwan, Lai Ching-te, reafirmou a soberania e a independência da ilha nesta terça-feira. A declaração precede a cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping, onde a situação de Taiwan e a venda de armamentos serão discutidas

Presidente de Taiwan reafirma soberania da ilha antes de cúpula entre Estados Unidos e China
REUTERS/Ann Wang

O presidente de Taiwan, Lai Ching-te, reafirmou a soberania e a independência da ilha nesta terça-feira (12), assegurando que Taipei não recuará diante das pressões exercidas pela China. Em pronunciamento, Lai destacou a democracia como um dos ativos mais valiosos de seu governo e defendeu o direito de Taiwan de interagir e contribuir com a comunidade internacional, rejeitando qualquer tentativa de isolamento global.

A declaração ocorre em um momento de tensão, precedendo a cúpula em Pequim entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping. O encontro, agendado para quinta e sexta-feira, terá a situação de Taiwan como um dos tópicos de discussão, conforme indicado pelo presidente norte-americano, que também pretende tratar da venda de armamentos para a ilha.

Os Estados Unidos atuam como o principal fornecedor de armas e aliado internacional de Taiwan, embora não mantenham relações diplomáticas formais. Essa cooperação militar é alvo de constantes críticas do governo chinês, que reivindica o fim das vendas de armamentos e considera a ilha parte de seu território. Por outro lado, Taiwan possui governo próprio e reconhecimento oficial de outras 12 nações.

A relação entre as partes é marcada por hostilidades. A China classifica Lai Ching-te como "separatista" e tem recusado sistematicamente as propostas de diálogo enviadas pelo presidente taiwanês. Recentemente, a pressão de Pequim se manifestou no bloqueio de um voo de Lai para Eswatini, no sul da África, realizado por três países do Oceano Índico no mês passado.

No campo militar, a instabilidade persiste com a realização de exercícios em larga escala promovidos pela China ao redor de Taiwan em dezembro. O cenário remete ao histórico da ilha, que há trinta anos realizou sua primeira eleição presidencial livre sob a ameaça de mísseis chineses, consolidando-se desde então como um centro democrático na Ásia.

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