Presidente eleito da Colômbia interrompe processo de transição com a gestão de Gustavo Petro
O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, suspendeu a transição de governo com a gestão de Gustavo Petro nesta terça-feira (7). A medida baseia-se em denúncias de corrupção e contratos direcionados na administração atual
O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, determinou nesta terça-feira (7) a interrupção imediata do processo de transição com a gestão de Gustavo Petro. A decisão, anunciada via rede social X, ocorre enquanto o país se prepara para a posse do novo mandatário em 7 de agosto.
A suspensão da transferência de poder é motivada por denúncias de De la Espriella, que afirma ter identificado indícios de corrupção e a existência de contratos direcionados durante a administração atual. O presidente eleito, advogado sem trajetória política prévia, informou que detalhará os motivos da medida ao longo do dia.
O cenário é marcado por forte instabilidade política. Gustavo Petro, que deixa o cargo, questiona a legitimidade da vitória de De la Espriella e convocou manifestações para 20 de julho, data prevista para o seu discurso de despedida. Embora observadores internacionais e autoridades eleitorais tenham descartado fraudes ou manipulações no pleito, Petro se recusa a aceitar o resultado do segundo turno ocorrido em junho.
Nesse processo, o candidato governista Iván Cepeda, derrotado por uma margem estreita, reconheceu a apuração, mas declarou estar em estado de desobediência civil perante o governo sucessor.
Apesar do impasse na transição, De la Espriella já definiu os nomes para as pastas do Meio Ambiente, Fazenda, Defesa e Interior. Seu plano de governo prevê a redução do Estado em 40%, o estímulo ao investimento privado e o endurecimento das ações contra cartéis do narcotráfico e guerrilhas, respondendo à crise de violência que atinge a Colômbia na última década e ao fracasso das tentativas de negociação de paz implementadas por Petro.