Presidente eleito da Colômbia planeja abrir embaixada em Jerusalém para retomar relações com Israel
O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, pretende retomar as relações diplomáticas com Israel em 7 de agosto e abrir uma embaixada em Jerusalém. O novo governo planeja eliminar vistos entre as nações e retirar o apoio ao processo contra Israel na Corte Internacional de Justiça
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O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, planeja restabelecer as relações diplomáticas com Israel logo no primeiro dia de seu mandato, em 7 de agosto. Como medida central para estreitar os laços com o país, o gabinete do novo governo anunciou a intenção de abrir uma embaixada em Jerusalém, reconhecendo-a como a capital israelense.
A decisão marca uma reversão direta da política externa de Gustavo Petro, que rompeu os vínculos com Israel em 2024 em protesto contra as operações militares em Gaza. Durante a gestão progressista, a Colômbia não apenas encerrou a representação diplomática que ficava em Tel Aviv, mas também interrompeu a compra de armamentos e as exportações de carvão para o território israelense.
Alinhamento diplomático e estratégico
A transição de postura já começou a ser articulada em nível internacional. Na última quarta-feira (15), o chanceler designado, Omar Bula, reuniu-se em Washington com o homólogo israelense, Gideon Sa'ar. O encontro resultou em um acordo para a criação de um cronograma de retomada das relações, que inclui a eliminação de vistos entre as duas nações.
Além da reestruturação diplomática, o governo de Espriella irá retirar o apoio da Colômbia ao processo movido pela África do Sul na Corte Internacional de Justiça, que acusa Israel de cometer genocídio em Gaza — denúncia que havia sido endossada por Petro.
O impasse de Jerusalém
A escolha de instalar a embaixada em Jerusalém insere a Colômbia em um ponto sensível de disputa geopolítica. Enquanto Israel mantém na cidade sua sede governamental, Parlamento e Suprema Corte, os palestinos reivindicam Jerusalém Oriental como a capital de um futuro Estado.
Para evitar o envolvimento direto no conflito, a maior parte da comunidade internacional mantém suas representações em Tel Aviv, centro financeiro do país. A mudança proposta por Espriella segue a linha adotada por Donald Trump, que transferiu a embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém em 2018 e é um apoiador do presidente eleito colombiano.
Anteriormente, Gustavo Petro havia manifestado o desejo de abrir uma representação diplomática em Ramallah, na Cisjordânia, porém a iniciativa não foi concretizada.