Presos por roubo ao Museu do Louvre afirmam que ação foi coordenada por mentor desconhecido
Dois homens detidos pelo roubo de joias avaliadas em US$ 102 milhões no Museu do Louvre relataram a existência de um mentor não identificado. O crime ocorreu em 19 de outubro, com a participação de outras pessoas e a fuga em scooters. Quatro suspeitos estão presos e são investigados por associação criminosa
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Dois homens detidos por participação no roubo de joias do Museu do Louvre, em Paris, revelaram em depoimentos prestados à polícia nos dias 2 e 22 de junho que a ação foi coordenada por um mentor ainda não identificado. Abdoulaye N., de 40 anos, e Ghelamallah A., de 36 anos, que residiam no norte da capital francesa, afirmaram ter sido abordados por esse articulador poucos dias antes da invasão, com a promessa de pagamentos entre 15 mil e 25 mil euros (cerca de R$ 146 mil), valor que variaria conforme a quantidade de objetos subtraídos.
O crime ocorreu em 19 de outubro, por volta das 9h30, apenas 30 minutos após a abertura do museu. A operação foi executada em menos de sete minutos: dois indivíduos estacionaram um veículo externamente, subiram ao segundo andar, quebraram uma janela e utilizaram esmerilhadeiras para arrombar as vitrines. A fuga foi realizada em scooters. Abdoulaye N. admitiu ter derrubado uma das coroas durante a saída, erro que teria gerado insatisfação no mentor do grupo, que esperava a subtração de mais peças.
As joias, descritas pelo ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, como patrimônios de valor inestimável, estão avaliadas em US$ 102 milhões (mais de R$ 521 milhões) e permanecem desaparecidas. Um dos detidos indicou que as peças seriam comercializadas fora da França, embora a dupla alegue não ter recebido informações detalhadas sobre o destino final do material.
Apesar dos relatos, a polícia mantém cautela sobre a existência do mentor, pois não foram localizados registros de comunicação entre os suspeitos e terceiros. Outros dois homens teriam participado da invasão, mas as identidades não foram reveladas pelos detidos por medo de represálias. Além de Abdoulaye e Ghelamallah, que foram presos pouco mais de uma semana após o roubo, outras duas pessoas ligadas ao caso encontram-se sob prisão preventiva. O grupo é investigado por associação criminosa e roubo no museu mais visitado do mundo, que abriga mais de 33 mil obras.