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Primeiro-ministro do Senegal rejeita pressões internacionais para suspender lei que endurece punições contra homossexualidade

22 de Maio de 2026 às 12:15

O primeiro-ministro do Senegal, Ousmane Sonko, rejeitou pressões internacionais para suspender a lei que aumenta a pena para relações entre pessoas do mesmo sexo para até dez anos. A norma, promulgada em março, prevê ainda reclusão de três a sete anos para quem financiar ou promover tais atos

O primeiro-ministro do Senegal, Ousmane Sonko, rejeitou pressões internacionais para suspender a aplicação de uma lei que endurece as punições para relações entre pessoas do mesmo sexo. Em declaração feita nesta sexta-feira (22), Sonko classificou a tentativa do Ocidente de impor a homossexualidade como "tirania".

A legislação, promulgada pelo presidente Bassirou Diomaye Faye no final de março, faz parte de uma campanha repressiva contra a comunidade LGBTQIA+ no país. A nova norma tipifica as relações homoafetivas como "atos contra a natureza", elevando a pena máxima de cinco para dez anos de prisão. Anteriormente, a punição variava entre um e cinco anos.

Além da criminalização dos atos, a lei estabelece reclusão de três a sete anos para quem financiar ou promover tais relações. Desde a implementação da medida, as autoridades senegalesas efetuaram dezenas de prisões.

O primeiro-ministro destacou que as críticas à medida concentram-se em países ocidentais, com ênfase na França, contrastando esse cenário com a ausência de condenações vindas de nações árabes, africanas ou asiáticas.

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