Protestos em Caracas ocorrem após mãe receber notícia tardia sobre a morte do filho detido
A morte de Carmen Teresa Navas, de 82 anos, gerou protestos em Caracas após a confirmação do óbito de seu filho, detido desde janeiro de 2025. O governo venezuelano atribuiu a morte do jovem a insuficiência respiratória e prometeu libertar 300 prisioneiros, priorizando idosos e enfermos, até sexta-feira, dia 22
A morte de Carmen Teresa Navas, de 82 anos, desencadeou uma série de manifestações em Caracas, na Venezuela, após a revelação das circunstâncias do falecimento de seu filho, Víctor Hugo Quero Navas. O jovem estava detido em um centro de custódia desde janeiro de 2025.
A idosa passou meses solicitando provas de vida do filho, relatando a dificuldade de não ter intermediários para obter informações e a angústia diante da idade avançada. A confirmação do óbito de Víctor Hugo ocorreu apenas em maio de 2026, quando as autoridades informaram que o sepultamento havia sido realizado em julho de 2025. Carmen faleceu dez dias após receber a notícia.
O governo venezuelano atribuiu a morte de Víctor Hugo a uma insuficiência respiratória e refuta a existência de detentos políticos no país. Em contrapartida, organizações de direitos humanos sustentam que centenas de pessoas permanecem presas por motivações políticas.
Diante do cenário de indignação, a ativista Anaisa Valderrama descreveu a trajetória de Carmen como a busca incessante de uma mãe que acabou reencontrando o filho apenas após a morte. Paralelamente aos protestos, a liderança chavista comprometeu-se a libertar 300 prisioneiros até a sexta-feira, dia 22, com prioridade para idosos e enfermos.