Putin recusa proposta de Zelenskiy para encontro presencial sobre o fim do conflito na Ucrânia
Vladimir Putin recusou a proposta de negociações presenciais enviada por Volodymyr Zelenskiy, alegando falta de sinceridade e tom grosseiro na carta. O líder ucraniano sugeriu a reunião em território neutro com a implementação de um cessar-fogo total. Putin afirmou que a paz depende de concessões da Ucrânia em propostas apresentadas por Donald Trump
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Vladimir Putin descartou a possibilidade de realizar um encontro presencial com Volodymyr Zelenskiy para discutir o término do conflito entre Rússia e Ucrânia. A decisão ocorre após o líder ucraniano ter enviado, na última quinta-feira (4), uma carta aberta propondo negociações diretas. O presidente russo justificou a recusa ao classificar o conteúdo do documento como grosseiro em certas passagens e alegar a falta de sinceridade na proposta de diálogo.
A posição de Putin contrasta com a declaração anterior de Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, que havia indicado que Zelenskiy poderia visitar Moscou a qualquer momento, antes de o presidente russo ter acesso à correspondência. Paralelamente, nacionalistas russos interpretaram a iniciativa de Kiev como uma estratégia de relações públicas para estimular instabilidades internas na Rússia, negando que o objetivo fosse a pacificação.
Na carta, Zelenskiy questionou a conduta de Putin em relação à Ucrânia nos últimos vinte anos e pontuou os impactos da guerra, citando a inflação na Rússia e a perda de soldados. Para a viabilização do acordo, o presidente ucraniano sugeriu que a reunião ocorresse em território neutro — mencionando a Turquia, a Suíça ou nações do mundo árabe — e propôs a implementação de um cessar-fogo total durante as tratativas.
Enquanto ambos os governos trocam acusações sobre a relutância em negociar, Putin reiterou, em conversa com a imprensa internacional, que as forças russas mantêm avanços diários no campo de batalha. O líder do Kremlin admitiu, porém, que as propostas de paz apresentadas por Donald Trump poderiam encerrar os combates, desde que a Ucrânia aceite fazer concessões.