Mundo

Queda de bombardeiro B-52 na Califórnia deixa oito mortos após a decolagem

16 de Junho de 2026 às 06:17

A queda de um bombardeiro B-52 na Base Aérea Edwards, na Califórnia, causou a morte de oito pessoas na segunda-feira (15). A aeronave caiu na pista durante uma missão de modernização de radares e a tripulação incluía militares, civis e funcionários da Boeing. A Força Aérea investiga as causas do acidente

Queda de bombardeiro B-52 na Califórnia deixa oito mortos após a decolagem
REUTERS/DarrenStaples/Files

Oito pessoas morreram na segunda-feira (15) após a queda de um bombardeiro B-52 Stratofortress, logo após a decolagem da Base Aérea Edwards, na Califórnia, a 160 km de Los Angeles. O acidente ocorreu na pista do Aeroporto Internacional de Edwards durante uma missão de rotina para apoiar a modernização de radares. De acordo com o coronel da Força Aérea James Hayes, a tripulação era mista, composta por militares, contratados e civis do governo, incluindo dois funcionários da Boeing, fabricante da aeronave. A causa da queda ainda é desconhecida e será alvo de investigação.

A Força Aérea não divulgou a identidade das vítimas para aguardar a notificação dos familiares. O impacto do acidente foi marcado por uma densa nuvem de fumaça preta, visível a quilômetros de distância.

O B-52, cuja produção ocorreu entre a década de 1950 e outubro de 1962 com 744 unidades fabricadas, é considerado a base da Força Aérea dos Estados Unidos. Projetado originalmente para a Guerra Fria como um instrumento de dissuasão nuclear capaz de atingir a antiga União Soviética sem reabastecimento, o modelo possui autonomia superior a 14 mil quilômetros. Com oito motores e capacidade de voar a 15 mil metros de altitude, a aeronave pode carregar até 32 toneladas de armamentos, como bombas, minas e mísseis, sendo que a variante "H" comporta até 20 mísseis de cruzeiro.

Ao longo de sete décadas, o bombardeiro integrou operações críticas, como a Guerra do Vietnã, as respostas aos atentados de 11 de setembro de 2001, ofensivas contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria em 2016 e ações de combate ao narcotráfico no Caribe, que culminaram na captura de Nicolás Maduro.

O acidente acontece em um momento de tensão geopolítica. O governo dos Estados Unidos anunciou o emprego de B-52 no Irã um dia após o presidente Donald Trump divulgar imagens de uma explosão em um depósito de munições em Isfahan, embora a responsabilidade direta das aeronaves por tal operação não tenha sido confirmada. Em resposta a bombardeios recentes que vitimaram cidadãos iranianos, a Guarda Revolucionária do Irã ameaçou atacar empresas americanas no Oriente Médio. A Boeing, fabricante do B-52, foi listada junto a outras 17 companhias, incluindo gigantes de tecnologia, como alvos legítimos de retaliação, com recomendações para que seus funcionários abandonem os locais de trabalho.

Notícias Relacionadas