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Reino Unido investe 453 milhões de libras na modernização dos radares do caça Eurofighter Typhoon

19 de Maio de 2026 às 06:36

O caça Eurofighter Typhoon, desenvolvido por um consórcio europeu, atinge velocidade máxima de Mach 2 e possui 13 estações de armamento. A aeronave utiliza motores Eurojet EJ200 e radares com tecnologia AESA para missões de combate e ataque. O governo britânico investiu 453 milhões de libras na modernização de seus sistemas de detecção e guerra eletrônica

Reino Unido investe 453 milhões de libras na modernização dos radares do caça Eurofighter Typhoon
Eurofighter Typhoon combina velocidade supersônica, sensores modernos e armamentos externos em um dos caças europeus mais avançados. (Imagem: Ilustrativa)

Desenvolvido por um consórcio composto por Reino Unido, Alemanha, Itália e Espanha, o caça Eurofighter Typhoon foi concebido para integrar velocidade supersônica, manobrabilidade e versatilidade em uma única plataforma. Embora tenha surgido com foco na superioridade aérea, a aeronave evoluiu para operar em missões de ataque a alvos terrestres, policiamento aéreo, resposta rápida e combate ar-ar, fator que justifica sua permanência em diversas forças aéreas europeias e de outros operadores.

A agilidade do Typhoon em manobras de combate, especialmente em regimes de voo subsônico, decorre de uma célula deliberadamente instável. Para garantir a segurança do voo, o sistema depende de controle eletrônico permanente, no qual computadores interpretam os comandos do piloto e ajustam as superfícies de controle. Essa arquitetura aerodinâmica é complementada por asas em delta e canards dianteiros.

Em termos de propulsão, o caça utiliza dois motores Eurojet EJ200 com pós-combustão, que entregam um empuxo total de 180 kN (90 kN por motor). Em altitude, a aeronave atinge a velocidade máxima de Mach 2, equivalente a 2.495 km/h, enquanto ao nível do mar a marca é de Mach 1,25. O modelo também incorpora o conceito de *supercruise*, permitindo voos supersônicos sem o uso contínuo de pós-combustores em condições específicas, o que pode reduzir o consumo de combustível dependendo da carga e do perfil da missão.

Diferente de aeronaves furtivas, o Typhoon não prioriza compartimentos internos de armamento. A Airbus indica que o caça possui 13 estações de fixação sob as asas e a fuselagem, permitindo a combinação de tanques de combustível, bombas guiadas e mísseis. Na Royal Air Force (RAF), a versão FGR4 opera com armamentos ar-ar como Meteor, AMRAAM e ASRAAM, além de sistemas ar-solo como Storm Shadow, Brimstone 2 e Paveway IV. A Eurojet registra uma carga externa máxima superior a 7.500 kg, volume que varia conforme a configuração de cada missão.

A modernização tecnológica é um pilar central para a longevidade do caça. As versões recentes dos radares Captor-E e ECRS utilizam a tecnologia AESA (varredura eletrônica ativa), que agiliza a alternância de funções e o acompanhamento de múltiplos alvos. No Reino Unido, o radar ECRS Mk2 passou por testes de voo para ampliar a detecção de alvos terrestres e aéreos, além de reforçar a guerra eletrônica. Para viabilizar essas atualizações, o governo britânico firmou um contrato de 453 milhões de libras com a BAE Systems e a Leonardo, conforme reportado em janeiro de 2026.

O programa industrial do Typhoon, que envolve empresas como Airbus, BAE Systems e Leonardo, foi estruturado para repartir custos e preservar a base técnica de defesa na Europa. A produção foi dividida entre os países membros, distribuindo a fabricação de componentes, a integração de armas e a capacidade de manutenção.

Atualmente, a continuidade operacional do Typhoon está vinculada à atualização de seus sistemas digitais e sensores. Na RAF, o modelo absorveu capacidades anteriormente atribuídas ao Tornado GR4, integrando mísseis Meteor, Brimstone e Storm Shadow para atuar em cenários de interceptação, escolta e ataque de precisão.

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