Reino Unido lança ambiciosa iniciativa para reviver ecossistema quase extinto no Mar do Norte com ostras nativas europeias
O Reino Unido lançou iniciativa para reviver ecossistema quase extinto no Mar do Norte. Blocos pesados estão sendo colocados na costa nordeste da Inglaterra com 4.000 ostras nativas europeias, além de estruturas artificiais e conchas reutilizadas para criar um recife estável. A equipe espera que as ostras desempenhem papel importante na manutenção dos mares limpos e saudáveis
:format(jpg)/f.elconfidencial.com%2Foriginal%2F73f%2Fda9%2Fd8f%2F73fda9d8f9e13ffd995cad42bff9a7ff.jpg)
O Reino Unido lança ambiciosa iniciativa para reviver ecossistema quase extinto no Mar do Norte. A região foi devastada há mais de um século pela perda das ostras nativas europeias, que atuam como verdadeiros "engenheiros" do ecossistema ao filtrar até 200 litros de água por dia e promover ambientes equilibrados.
Para devolver a região ao seu estado original, os britânicos estão colocando blocos pesados na costa nordeste da Inglaterra. Além disso, o projeto utiliza estruturas artificiais em formato de recife para criar uma base estável onde milhares de organismos marinhos possam se estabelecer.
Cada bloco abriga parte das 4.000 ostras nativas europeias preparadas para essa fase de restauração, além disso a equipe liberou mais de 35.000 ostras jovens e depositou 40 toneladas de conchas reutilizadas para formar leito do novo recife.
A Celine Gamble da Zoological Society of London explicou que as ostras desempenham um papel importante na manutenção dos mares limpos e saudáveis. A escolha desses blocos também se baseia em uma experiência recente, onde foi liberado 10.000 ostras adultas e material na costa de Whitburn.
No entanto, vários eventos climáticos extremos dispersaram parte do material poucas semanas depois. Agora os novos blocos buscam atuar como ponto de ancoragem físico e biológico em um ambiente especialmente exposto.
A ecóloga Ashleigh Tinlin-Mackenzie resumiu a abordagem da equipe: "Este projeto está abrindo caminho". Segundo ela, restaurar as ostras não se limita a recuperar uma espécie perdida, mas também construir um Mar do Norte mais saudável e rico em vida.