Reino Unido mobiliza forças militares e drones marítimos para assegurar a navegação no estreito de Ormuz
O Reino Unido investiu 115 milhões de libras na mobilização de forças militares e drones autônomos do sistema Beehive no estreito de Ormuz. A operação defensiva visa garantir a liberdade de navegação comercial com o apoio do destróier HMS Dragon e caças Typhoon
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O Reino Unido mobilizou forças militares para o estreito de Ormuz com o objetivo de assegurar a liberdade de navegação em uma região estratégica por onde transita 20% do petróleo mundial. A operação, definida pelo Ministério da Defesa britânico como estritamente defensiva, ocorre em meio às tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã. Para viabilizar a missão, Londres destinou 115 milhões de libras, visando restaurar a confiança do transporte marítimo comercial e mitigar os impactos do conflito regional.
O destaque da mobilização é a estreia operacional do Beehive, um sistema de drones marítimos de superfície. Desenvolvido pela startup Kraken Technology Group, o Beehive opera como uma plataforma modular instalada em navios para o lançamento dos Kraken K3. Essas embarcações autônomas de alta velocidade são capazes de detectar, rastrear, identificar e neutralizar ameaças sem intervenção humana. A estratégia visa substituir tripulações em tarefas de alto risco, utilizando plataformas que operam continuamente em áreas perigosas.
A escolha de sistemas autônomos responde às características geográficas e táticas do estreito de Ormuz, que possui apenas 33 quilômetros em seu ponto mais estreito e apresenta canais limitados e águas costeiras rasas. Nesse cenário, navios enfrentam riscos que variam de minas submarinas e drones aéreos a embarcações de ataque rápido, tornando a implantação de sensores e respostas automatizadas uma vantagem operacional.
Para sustentar essa capacidade, a Royal Navy está convertendo o RFA Lyme Bay, um navio auxiliar de desembarque da classe Bay, em uma plataforma para sistemas autônomos. A medida reflete a política de "Flota Híbrida" do governo britânico, que prioriza a integração de tecnologias não tripuladas à frota existente em vez da construção de navios novos dedicados exclusivamente a essa função.
A força tarefa é complementada pelo envio do destentor HMS Dragon, equipado com o sistema Sea Viper para defesa contra aeronaves e drones, cuja tripulação passou por treinamentos específicos para a região. O apoio aéreo será feito por caças Typhoon, já experientes em patrulhas no local, enquanto especialistas em desminagem realizam preparativos no Reino Unido para operações de limpeza.
O Secretário de Defesa, John Healey, afirmou, durante cúpula virtual com representantes de mais de 40 países, que o investimento em drones, caças e no HMS Dragon representa um compromisso firme para fortalecer a segurança do tráfego comercial. O Reino Unido já mantém mais de 1.000 militares na região, incluindo esquadrões de aviação e equipes de drones, e a nova operação será ativada conforme as condições permitirem.