República Democrática do Congo registra surto de variante de ebola não vista há 14 anos
A República Democrática do Congo registra 131 mortes por ebola causadas pela cepa Bundibugyo, com foco na província de Ituri. A OMS discute a aplicação de vacinas e terapias experimentais, enquanto o CDC confirmou a infecção de um médico norte-americano
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A República Democrática do Congo enfrenta um surto de ebola provocado pela cepa Bundibugyo, variante que não era registrada há 14 anos e que já causou 131 mortes. A propagação do vírus concentra-se na província de Ituri, região nordeste do país que faz fronteira com Uganda, expandindo-se pelo leste do território com a abertura de novos focos de contágio.
Diante da gravidade da situação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) analisa a aplicação de tratamentos disponíveis e vacinas candidatas para conter a epidemia. A representante da entidade no país confirmou a realização de uma reunião de um grupo consultivo técnico nesta terça-feira (19) para a elaboração de novas diretrizes sobre o uso de terapias experimentais e imunizantes.
O cenário de alerta global foi intensificado após o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) confirmar a infecção de um médico norte-americano. Em resposta ao avanço da doença, governos estrangeiros ampliaram os controles sanitários e as autoridades locais reforçaram as medidas de prevenção.
Sobre a gestão da crise, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, criticou a OMS, afirmando que a organização demorou a identificar o surto. Rubio, representando o governo de Donald Trump — que retirou o país da entidade da ONU —, pontuou que a coordenação da resposta ao vírus ficará a cargo do CDC e da própria OMS.