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Restos de navio-prisão japonês da Segunda Guerra Mundial são localizados nas Filipinas

18 de Junho de 2026 às 18:09

Restos do navio-prisão japonês Hōfuku Maru foram localizados a 50 metros de profundidade na costa de Luzón, nas Filipinas. A embarcação afundou em 21 de setembro de 1944 após ataque americano, resultando na morte estimada de 1.040 prisioneiros de guerra

Restos de navio-prisão japonês da Segunda Guerra Mundial são localizados nas Filipinas
Marine Imaging Technologies/Evan Kovacs

Restos do Hōfuku Maru, navio-prisão japonês utilizado durante a Segunda Guerra Mundial, foram localizados na costa oeste de Luzón, nas Filipinas. O cargueiro, classificado como um dos "navios infernais" do período, permaneceu desaparecido por mais de oito décadas, com a localização anterior registrada por documentos americanos apontando erroneamente para uma região mais ao norte.

A identificação da estrutura ocorreu em janeiro, a cerca de 50 metros de profundidade, por meio de uma expedição liderada pelo americano Josh Gates em parceria com a Hellships Memorial Foundation. A operação utilizou sonar, mapeamento por veículo subaquático controlado remotamente e cinco mergulhos de inspeção direta. Os dados técnicos confirmaram que a embarcação está dividida em três seções, corroborando relatos históricos sobre o naufrágio.

O Hōfuku Maru afundou em 21 de setembro de 1944, enquanto integrava um comboio militar japonês que partia das Filipinas rumo ao Japão. O navio foi atingido por um torpedo durante um ataque de aviões americanos, que identificaram a formação como um alvo militar legítimo, já que as embarcações eram camufladas para parecerem navios de guerra. O impacto partiu a estrutura em duas partes.

A bordo viajavam aproximadamente 1.200 prisioneiros de guerra aliados, em sua maioria britânicos e holandeses. Muitos desses homens haviam sido submetidos a trabalhos forçados na "Ferrovia da Morte", entre a Tailândia e a Birmânia. Estima-se que 1.040 pessoas tenham morrido no evento; alguns sobreviventes que conseguiram nadar até a costa foram recapturados pelas forças japonesas.

Durante o conflito, o Japão operou mais de 130 navios semelhantes para o transporte de prisioneiros entre minas, fábricas e campos de trabalho. Essas embarcações, geralmente cargueiros convertidos e sem sinalização de prisioneiros, eram marcadas por condições extremas de encarceramento, com escassez de alimento, luz e oxigênio.

A presença de restos humanos na área do naufrágio resultou na classificação do local como campo de batalha, o que garante a proteção do sítio contra alterações. A Hellships Memorial Foundation agora trabalha para identificar e localizar as famílias das vítimas, visando preservar a memória do episódio.

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