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Roberto Sánchez Palomino lidera disputa pela presidência do Peru com vantagem de 4,9 mil votos

08 de Junho de 2026 às 18:01

Roberto Sánchez Palomino lidera a disputa pela presidência do Peru com 50,008% dos votos, superando Keiko Fujimori por 4,9 mil votos. A apuração atingiu 93,9% das urnas, restando o processamento de 4,6 mil atas para a definição do resultado

Roberto Sánchez Palomino assumiu a liderança na disputa pela presidência do Peru após a apuração de 93,9% das urnas. O candidato de esquerda soma 8.790.560 votos (50,008%), superando a candidata de direita Keiko Fujimori, que contabiliza 8.787.618 votos (49,992%). A diferença atual é de 4,9 mil votos, embora o resultado final permaneça indefinido, já que a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) ainda precisa processar cerca de 4,6 mil das 92 mil atas existentes.

Sánchez, que iniciou a contagem atrás da adversária, recuperou terreno gradualmente. A tendência indica que a apuração final concentre-se na região serrana e nos Andes, especialmente na Serra Sul, onde o candidato possui maior vantagem eleitoral.

O vencedor assumirá o mandato para o período de 2026 a 2031, tornando-se o nono presidente do país em uma década marcada por instabilidade política. Desde 2016, o Peru teve dois presidentes renunciando e quatro destituídos pelo Parlamento.

A disputa reflete tensões geopolíticas e ideológicas. A vitória de Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori — condenado por violações de direitos humanos e esterilizações forçadas de indígenas —, sinalizaria um alinhamento estreito com o governo de Donald Trump nos Estados Unidos. A candidata propôs fortalecer o combate a crimes transnacionais e a classificação de grupos peruanos como terroristas, em um cenário onde o país equilibra a influência dos EUA e os investimentos chineses.

Roberto Sánchez, psicólogo e deputado federal pelo partido Todos pelo Peru, foi ministro do ex-presidente Pedro Castillo. Castillo, atualmente preso e condenado por tentativa de golpe de Estado ao tentar dissolver o Parlamento, é visto por apoiadores de Sánchez como vítima de uma manobra do Legislativo para neutralizar a representação rural e indígena. No dia da votação, em 7 de novembro, Sánchez visitou Castillo no presídio de Barbadillo.

Após encerrar o primeiro turno com 12% dos votos, contra 17% de Fujimori, Sánchez ajustou sua plataforma para atrair novas legendas. O candidato desistiu da nacionalização de setores estratégicos da economia, mas manteve a intenção de convocar uma Assembleia Constituinte para substituir a Constituição vigente, redigida na era fujimorista. Sua agenda preserva ainda a proposta de reforma trabalhista para a formalização de empregos e ampliação de direitos.

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