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Rússia recomenda que diplomatas e estrangeiros deixem Kiev diante de ameaça de novos bombardeios

25 de Maio de 2026 às 18:03

A Rússia anunciou novos bombardeios contra Kiev e recomendou a saída de diplomatas e estrangeiros da capital. A medida ocorre após ataques com mísseis e drones que causaram quatro mortes e danos em 40 locais. O governo russo utilizou o míssil hipersônico Oreshnik em Bila Tserkva

Rússia recomenda que diplomatas e estrangeiros deixem Kiev diante de ameaça de novos bombardeios
REUTERS/Stringer

A Rússia anunciou a intenção de realizar novos bombardeios contra Kiev, reforçando a recomendação para que diplomatas e cidadãos estrangeiros deixem a capital ucraniana. O alerta foi transmitido pelo ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, em contato telefônico com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.

A movimentação ocorre após um fim de semana de ofensivas com mísseis e drones que resultaram em quatro mortes, diversos feridos e danos em 40 pontos de Kiev, abrangendo edifícios residenciais, armazéns e supermercados. Entre os alvos atingidos, destaca-se um prédio escolar onde pessoas buscavam abrigo e um edifício residencial de cinco andares no distrito de Shevchenko, onde um incêndio causou a morte de um morador.

Nesta série de ataques, Moscou utilizou o míssil hipersônico Oreshnik, que atingiu a cidade de Bila Tserkva, na região de Kiev. Esta é a terceira vez que a arma é empregada no país, após usos iniciais em Dnipro, em novembro de 2024, e em Lviv, em janeiro. De acordo com Vladimir Putin, o armamento — cujo nome significa “aveleira” em russo — atinge dez vezes a velocidade do som (Mach 10), é imune a sistemas de defesa antimísseis e possui capacidade de destruir bunkers subterrâneos profundos. O presidente russo afirmou ainda que o míssil pode carregar ogivas nucleares ou convencionais, sendo que estas últimas já teriam poder devastador comparável a um ataque nuclear.

A atual escalada foi ordenada por Putin como resposta a um ataque ucraniano a uma escola profissionalizante na região de Lugansk, área ocupada pela Rússia, que teria deixado 21 mortos. O pedido de evacuação de estrangeiros e diplomatas de Kiev já havia sido feito no início do mês, quando a Rússia ameaçou ataques massivos caso houvesse interferência em um desfile militar na Praça Vermelha.

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