Senador republicano Lindsey Graham morre aos 71 anos em Washington D.C
O senador republicano Lindsey Graham morreu aos 71 anos neste sábado (11), em Washington D.C. O gabinete atribuiu o óbito a uma doença repentina, enquanto o governador da Carolina do Sul nomeará um substituto temporário para a vaga
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O senador republicano Lindsey Graham, representante da Carolina do Sul, morreu na noite deste sábado (11), aos 71 anos. O comunicado oficial do gabinete do político, divulgado na rede social X, atribuiu o óbito a uma doença repentina e breve. Embora a rede NBC tenha informado que o serviço de emergência foi acionado para atender uma parada cardíaca na residência de Graham, em Washington D.C., a causa da morte ainda não foi confirmada oficialmente.
A perda ocorre em um cenário de equilíbrio apertado no Senado dos Estados Unidos, onde os republicanos detêm uma maioria de 53 a 47 cadeiras. Para preencher a vaga, o governador da Carolina do Sul, Henry McMaster, deve nomear um substituto temporário, que ocupará o cargo até janeiro.
Com uma trajetória política iniciada em 1992 como deputado estadual, Graham consolidou sua projeção nacional em 1999, ao integrar a comissão da Câmara que aprovou o impeachment de Bill Clinton. Eleito para o Senado em 2002, o parlamentar, que atuou anteriormente como advogado na Justiça Militar e comum, presidiu a Comissão de Orçamento e integrou as comissões Judiciária, de Apropriações e de Meio Ambiente e Obras Públicas.
Na política externa, Graham foi um defensor rigoroso do uso da força militar e do fortalecimento da defesa nacional, especialmente no contexto da Guerra ao Terror. Recentemente, integrou uma delegação em Kiev e anunciou a ampliação de sanções dos EUA contra a Rússia. Sua atuação global era marcada pela proximidade com John McCain e Joe Lieberman, grupo conhecido como "Três Amigos", que advogava por intervenções estrangeiras.
A relação de Graham com Donald Trump foi marcada por mudanças. Após ser derrotado por Trump nas prévias republicanas de 2016, o senador tornou-se um de seus aliados mais próximos, justificando a aproximação como uma obrigação de apoiar o presidente eleito para o bem do país. Essa aliança persistiu durante o segundo mandato de Trump e se manifestou, inclusive, em tentativas de contestar o resultado das eleições de 2020, incluindo contatos com responsáveis pela certificação de votos na Geórgia. Apesar da proximidade com Trump, Graham já enfrentou resistências internas no partido, como ao votar a favor de uma indicação de Barack Obama para a Suprema Corte.
A morte do senador repercutiu globalmente. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, destacaram seu papel na defesa da liberdade e na aliança estratégica entre Israel e Estados Unidos. Donald Trump descreveu o senador como um patriota e "uma das melhores pessoas", enquanto o líder da maioria no Senado, John Thune, ressaltou a dedicação de Graham à Força Aérea e ao Congresso.
Nascido em Central, na Carolina do Sul, em uma família de classe média baixa, Graham formou-se em Direito. Não deixou cônjuge nem filhos; sua parente mais próxima é a irmã, Darline Graham Nordone. O senador estava programado para participar do programa "Meet the Press", da NBC, na manhã deste domingo (12).