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Sistema de multas por inteligência artificial na Grécia apresenta alta taxa de erro em testes

14 de Junho de 2026 às 06:06

O sistema de automatização de multas de trânsito na Grécia registrou imprecisões entre 90% e 95% em testes iniciais, validando apenas 400 dos 5.500 avisos gerados. A tecnologia apresenta falhas na identificação de comportamentos internos dos veículos, resultando em 2.453 multas digitais até 30 de maio de 2026

Sistema de multas por inteligência artificial na Grécia apresenta alta taxa de erro em testes
Amna

A implementação de inteligência artificial para a automatização de multas de trânsito na Grécia enfrenta dificuldades técnicas significativas, com a detecção de altas taxas de erro durante a fase de testes. O Sistema Digital de Certificação de Infrações de Trânsito, que visa substituir os registros manuais por processos digitais para aumentar a segurança viária e reduzir a burocracia, apresentou índices de imprecisão entre 90% e 95% em registros iniciais.

Dos 5.500 avisos gerados pela tecnologia, a polícia grega validou apenas 400. O volume de descartes foi expressivo em categorias específicas: de 3.800 registros por excesso de velocidade e 1.300 por uso de celular, a maioria foi invalidada antes da emissão da penalidade. O fluxo do sistema prevê que a câmera identifique a possível infração, mas a multa digital só é enviada ao motorista após a validação de uma autoridade competente.

A estrutura de monitoramento, ativa desde o final de março, opera com duas frentes. Câmeras de vigilância em rodovias focam em estacionamento inadequado e circulação irregular, enquanto uma rede de câmeras inteligentes, vinculada ao Ministério de Governança Digital, monitora o uso de capacete, cinto de segurança, obediência a semáforos e uso de telefone ao volante.

A precisão do sistema varia conforme a natureza da infração. Enquanto a detecção de excesso de velocidade e desobediência a semáforos ocorre com exatidão, a identificação de comportamentos dentro do veículo, como a ausência do cinto de segurança, gera dúvidas e erros de interpretação. Fatores como ângulos de captura, cores, sombras ou a presença de objetos, como cigarros, podem induzir a tecnologia ao erro.

Essa imprecisão impacta a defesa dos condutores, que muitas vezes precisam provar a inocência diante de registros ambíguos, já que a ferramenta não possui margem de erro inerente. Até 30 de maio de 2026, o sistema resultou em 2.453 multas digitais. Desse total, 420 motoristas contestaram as penalidades (17,12%), resultando em 52 anulações (2,11%). As alegações basearam-se em dados ilegíveis, falhas técnicas, divergências de horário e exceções no uso do cinto.

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