Suprema Corte dos Estados Unidos nega pedido de Donald Trump para anular condenação por abuso sexual
A Suprema Corte dos Estados Unidos negou o pedido de Donald Trump para anular a condenação por abuso sexual e difamação contra E. Jean Carroll. A decisão mantém a sentença que obriga o pagamento de US$ 5 milhões à escritora
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A Suprema Corte dos Estados Unidos negou, nesta segunda-feira (29), o pedido de Donald Trump para anular a condenação por abuso sexual e difamação contra a escritora E. Jean Carroll. Mesmo com a predominância de juízes conservadores, o tribunal optou por não analisar o recurso e manteve a sentença proferida por uma instância inferior em 2024, confirmando a conclusão de um júri estabelecida em 2023.
Com o esgotamento das possibilidades de recurso, o presidente dos EUA deverá pagar US$ 5 milhões (aproximadamente R$ 25,8 milhões) à autora. A defesa de Trump havia argumentado que o juiz do caso violou normas federais de admissão de provas ao permitir que o júri ouvisse depoimentos sobre alegações antigas e não verificadas.
O conflito jurídico teve início em 2019, quando Carroll, ex-colunista da revista Elle, relatou em suas memórias ter sido estuprada por Trump por volta de 1996, em um provador da loja Bergdorf Goodman, em Manhattan. Trump refutou as acusações e sustentou que a escritora mentiu nos relatos apresentados tanto em 2019, durante seu primeiro mandato, quanto em 2022.
Paralelamente aos processos civis, o Departamento de Justiça dos EUA informou, em maio, a abertura de uma investigação criminal para apurar se Carroll cometeu perjúrio em seus depoimentos. A medida foi aplicada também a outros adversários do presidente republicano.