Televisão estatal da Hungria interrompe telejornais para reformulação sob nova gestão de Péter Magyar
A televisão estatal da Hungria suspendeu seus telejornais para uma reformulação sob a gestão do primeiro-ministro Péter Magyar. A medida visa restabelecer a independência da emissora e encerrar a propagação de propaganda governamental
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/g/V/YzBo3kTNOmHXNhB3ZA7g/2026-07-07t150651z-1826937177-rc229mas7dxq-rtrmadp-3-hungary-television-overhaul.jpg)
A televisão estatal da Hungria interrompeu temporariamente a transmissão de seus telejornais para passar por uma reformulação que visa restabelecer a independência e a confiabilidade da emissora. A medida, iniciada na terça-feira (7) com a exibição de um aviso em tela preta no canal M1, ocorre após 16 anos de governo de Viktor Orbán.
A iniciativa faz parte de um conjunto de ações implementadas pelo novo primeiro-ministro, Péter Magyar, que assumiu o cargo em 9 de maio. O premiê de 45 anos classificou a mudança como o encerramento do uso de plataformas públicas para a propagação de propaganda governamental. A gestão interina da emissora já resultou na demissão de editores de rádio e televisão estatais.
Magyar, líder do partido Tisza, coordena a "Operação Fogo Purificador", que prevê a alteração da Constituição para evitar a reincidência de concentrações de poder como a observada na era Orbán. Com a maioria de dois terços no Parlamento, o governo aprovou leis anticorrupção e extinguiu o Escritório de Proteção da Soberania, órgão utilizado para perseguir críticos da gestão anterior.
Além do aspecto interno, as reformas do novo premiê, que se posiciona como um conservador pró-europeu, buscam normalizar a relação da Hungria com a União Europeia. Essa aproximação é essencial para que o país recupere 16 bilhões de euros (R$ 102,4 bilhões) em fundos europeus que estavam congelados.
Em resposta, o partido de Viktor Orbán classificou as ações de Magyar como uma tentativa de instaurar um comando autocrático, utilizando a mesma retórica que frequentemente era direcionada ao ex-primeiro-ministro nacionalista.