Terremotos na Venezuela deixam 1,5 mil mortos e quase 50 mil pessoas desaparecidas
Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 causaram 1,5 mil mortes e 3.150 feridos na Venezuela, com 50 mil desaparecidos. O desastre danificou 2,5 mil edificações, resultando no colapso de 774 prédios. A operação de resgate mobiliza 25 mil socorristas e conta com ajuda humanitária brasileira
Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 na escala Richter, ocorridos na última quarta-feira (24), provocaram a morte de 1,5 mil pessoas e deixaram 3.150 feridos na Venezuela. A destruição concentrou-se na capital, Caracas, e em diversas cidades, com maior impacto na província de La Guaira. O governo de Caracas informou, nesta segunda-feira (29), que o balanço de vítimas pode subir, visto que a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que quase 50 mil pessoas continuem desaparecidas.
O impacto estrutural foi severo, com 2,5 mil edificações danificadas em todo o território nacional. Segundo Jorge Rodríguez, presidente do Congresso venezuelano, 774 edifícios colapsaram, dos quais 189 foram totalmente derrubados e 585 sofreram desabamentos parciais. Para gerir a crise habitacional e de infraestrutura, a presidente Delcy Rodríguez determinou a criação de uma comissão técnica. O grupo classificará pontes, rodovias e prédios por cores: vermelho para alto risco de desabamento, amarelo para risco médio e verde para estruturas seguras. A medida visa tranquilizar a população, já que danos externos nem sempre indicam comprometimento estrutural.
A operação de resgate mobiliza 25 mil socorristas, incluindo 2,6 mil profissionais estrangeiros, entre eles brasileiros. Até domingo, as equipes conseguiram retirar 33 pessoas vivas dos escombros. Como apoio ao país vizinho, o Brasil enviou quatro aviões com ajuda humanitária.