Terremotos na Venezuela deixam 680 mil crianças necessitando de assistência humanitária
Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 na Venezuela deixaram 680 mil crianças precisando de ajuda humanitária e danificaram 432 escolas. O Unicef mobilizou equipes e enviou 20 toneladas de suprimentos médicos, com custo total estimado em US$ 52 milhões. A região de La Guaira, a mais afetada, registrou novo tremor de magnitude 4,6 nesta segunda-feira
Cerca de 680 mil crianças na Venezuela necessitam de assistência humanitária após a ocorrência de dois terremotos, com magnitudes de 7,2 e 7,5, no último dia 24. Os abalos, registrados com apenas um minuto de intervalo, representam o evento sísmico mais grave do país em quase cem anos. Na região de Catia La Mar, localizada no estado de La Guaira, quase um terço das edificações foi destruído.
A crise infraestrutural comprometeu o atendimento a mulheres grávidas e crianças nos hospitais de Caracas e dos estados de La Guaira, Carabobo, Aragua e Falcón, que operam acima da capacidade. No setor educacional, 432 escolas foram danificadas, o que corresponde a mais de um terço das unidades da região atingida. As instituições que permaneceram intactas foram convertidas em abrigos temporários.
Para enfrentar a emergência, o Unicef mobilizou equipes para prestar auxílio em saúde, nutrição, saneamento e água potável a 650 mil pessoas, incluindo 234 mil crianças. O órgão já enviou 20 toneladas de suprimentos médicos ao país e aguarda a chegada de outra remessa vinda de Copenhague. Somadas, as cargas atendem 100 mil pessoas.
O custo estimado para a operação de socorro é de US$ 52 milhões, dos quais US$ 3,5 milhões foram mobilizados inicialmente para suprimentos e equipes.
A instabilidade geológica persistiu nesta segunda-feira (29), com um novo tremor de magnitude 4,6 na escala Richter. O epicentro ocorreu em Carabelleda, no estado de La Guaira — a área mais impactada pelos sismos iniciais —, e o abalo também foi sentido na capital, Caracas.