Terremotos na Venezuela deixam centenas de mortos e milhares de desaparecidos no litoral de Morón
Dois terremotos de magnitude 7,5 e 7,2 atingiram a Venezuela na quarta-feira (24), causando destruição no litoral de Morón. O Congresso Nacional confirmou 188 mortes, enquanto o USGS estima entre 10 mil e 100 mil óbitos. Sismos foram sentidos em cidades da Região Norte do Brasil
Dois terremotos de magnitude 7,5 e 7,2 atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24), provocando destruição generalizada no litoral de Morón, no estado de La Guaira. A região, situada a 160 km de Caracas, foi a área mais impactada, com o desabamento de casas e prédios. O impacto nos serviços de saúde foi imediato, resultando na afetação de oito hospitais e na necessidade de transferir pacientes para outras unidades.
O presidente do Congresso Nacional, Jorge Rodríguez, confirmou 188 mortes e mais de 1.500 pessoas hospitalizadas. No entanto, a estimativa de vítimas fatais do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) é significativamente maior, podendo variar entre 10 mil e 100 mil mortos, cálculo baseado na precariedade das construções e na população exposta nas zonas atingidas.
Enquanto o governo venezuelano não apresentou ferramentas de monitoramento ou estimativas de desaparecidos, a sociedade civil criou o site Desaparecidos Terremoto Venezuela, que já contabiliza mais de 40 mil pessoas sumidas. Equipes de resgate continuam a busca por sobreviventes entre os escombros.
A magnitude dos sismos foi sentida em cidades da Região Norte do Brasil, incluindo Belém, Manaus, Boa Vista, Macapá e municípios vizinhos, conforme dados do Serviço Geológico do Brasil (SGB). De acordo com o geofísico e pesquisador do SGB, Marcos Ferreira, a liberação de energia foi massiva devido às altas magnitudes, com o potencial de impacto ampliado pela baixa profundidade dos sismos, o que faz com que a energia atinja a superfície de maneira mais direta e rápida.