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Terremotos no norte da Venezuela deixam 589 mortos e causam a maior devastação sísmica desde 1900

26 de Junho de 2026 às 15:07

Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 causaram 589 mortes e 4.300 feridos no norte da Venezuela na última quarta-feira (24). A região de La Guaira foi a mais afetada, com a destruição de hotéis e estradas, sendo declarada zona de desastre pela presidente Delcy Rodríguez

Terremotos no norte da Venezuela deixam 589 mortos e causam a maior devastação sísmica desde 1900
AFP

Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5, ocorridos com menos de um minuto de intervalo na última quarta-feira (24), causaram a maior devastação sísmica no norte da Venezuela desde 1900. O balanço oficial registra 589 mortos, embora existam previsões de que a cifra final atinja milhares de vítimas. O ministro da Saúde, Carlos Alvarado, reportou na quinta-feira (25) a ocorrência de 235 óbitos e 4.300 feridos, enquanto estimativas não oficiais apontam para dezenas de milhares de desaparecidos, contrastando com o número oficial de pouco mais de cem pessoas sumidas.

A região de La Guaira, situada a 40 quilômetros de Caracas e sede do aeroporto internacional de Maiquetía, foi a área mais impactada. A cidade, que possui cerca de 25 mil habitantes e serve como balneário para a capital, teve sua principal estrada costeira rompida em diversos trechos. A destruição incluiu o desabamento de dois hotéis cinco estrelas e a inutilização de boa parte das construções na orla. Em Los Corales, bairro de classe média, a maioria dos edifícios altos com piscina sofreu danos estruturais.

A presidente Delcy Rodríguez, que assumiu a chefia do país interinamente após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos em janeiro, visitou a localidade na quinta-feira (25) e a declarou "zona de desastre". Na região, foram constatados saques e a persistência de réplicas sísmicas que fazem edifícios comprometidos rangerem.

Entre os escombros de torres que chegavam a 15 andares, equipes de resgate e voluntários buscam sobreviventes. Em La Guaira, a falta de assistência governamental e de suprimentos básicos, como água, levou civis a tentarem resgates por conta própria. É o caso de Amparo del Giudice que, acompanhada do neto Alessandro, de 23 anos — bombeiro voluntário —, tenta localizar o filho sob as pedras de um bairro da região.

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