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Terremotos no norte da Venezuela deixam mais de 3,5 mil mortos e centenas de desaparecidos

09 de Julho de 2026 às 06:09

Dois terremotos no norte da Venezuela em 24 de junho causaram mais de 3,5 mil mortes e milhares de desaparecidos. O governo criou um cemitério de emergência próximo a La Guaira para realizar sepultamentos individuais identificados por códigos. Cerca de 300 vítimas confirmadas seguem sem identificação

Mais de 3,5 mil pessoas morreram após dois terremotos atingirem o norte da Venezuela em 24 de junho, a pior catástrofe natural do país em décadas e com impactos não registrados há mais de um século. A magnitude da tragédia resultou em milhares de desaparecidos e na dificuldade de localizar corpos, gerando críticas à ausência de equipes oficiais de resgate nos dias seguintes aos sismos.

Para lidar com o volume de vítimas, o governo venezuelano estabeleceu um cemitério de emergência em uma região montanhosa, afastado do cemitério de La Esperanza e situado a cerca de uma hora de carro de La Guaira, a área mais devastada. No local, retroescavadeiras trabalham há mais de dez dias na abertura de valas para receber os corpos retirados dos escombros, que chegam continuamente em caminhões.

Apesar da escala do sepultamento, as autoridades asseguram que não há valas comuns, realizando enterros individuais. Cada túmulo é demarcado por pedras brancas, uma cruz e um código de identificação vinculado a registros e arquivos fotográficos. No entanto, quase 300 dos mortos confirmados ainda não foram identificados. Devido a restrições de acesso, apenas funcionários e trabalhadores estão autorizados a permanecer na área, impedindo que familiares acompanhem os sepultamentos.

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