Tráfego marítimo no Estreito de Ormuz deve levar até 50 dias para ser normalizado
A normalização do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz deve levar de 40 a 50 dias para a remoção de minas navais. O bloqueio, iniciado em 28 de fevereiro, reduziu o fluxo diário de 120-140 navios para 12-15 embarcações. A região movimentava 20% do suprimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito antes do conflito
A normalização do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz poderá levar entre 40 e 50 dias para ser plenamente restabelecida, apesar do acordo de paz firmado recentemente entre Estados Unidos e Irã. O prazo é necessário para a conclusão de operações de varredura com drones subaquáticos e caça-minas convencionais, visando eliminar a presença de minas navais na região. A insegurança nas águas impede que seguradoras, petrolíferas e empresas de navegação retomem a circulação, dado que o valor de um superpetroleiro e sua carga pode chegar a US$ 300 milhões.
O bloqueio do abastecimento de petróleo do Golfo ocorre desde 28 de fevereiro, data dos ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. A interrupção impacta globalmente o mercado, já que o estreito movimentava 20% do suprimento diário mundial de gás natural liquefeito e petróleo antes do conflito. Esse cenário coincide com um momento crítico, no qual a Administração de Informação Energética dos EUA apontou que os estoques das principais economias globais atingiram os níveis mais baixos desde 2003.
Embora o governo iraniano tenha ameaçado utilizar minas navais para controlar a via e não confirme a instalação de dispositivos, os Estados Unidos afirmam ter combatido embarcações responsáveis por esse plantio. Em 2 de junho, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, informou ao Comitê de Relações Exteriores do Senado que grandes trechos de águas internacionais em Ormuz foram minados. No dia 11 de junho, a Marinha da Alemanha reportou, com base em dados americanos e britânicos, a existência de minas em quatro pontos do estreito, embora a localização exata não tenha sido verificada por Berlim. Adicionalmente, o Centro de Segurança Marítima de Omã alertou navegantes em 30 de maio sobre a detecção de um objeto suspeito de ser uma mina flutuante.
Durante as negociações do cessar-fogo, Estados Unidos e Irã permitiram a passagem pontual de algumas embarcações, e Donald Trump mencionou a retirada de milhões de barris de petróleo. Dados de navegação indicam que o fluxo atual é de 12 a 15 navios por dia, volume significativamente inferior aos 120 a 140 que transitavam diariamente antes da guerra. O Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) declarou que detalhes sobre a quantidade e a posição das minas não podem ser divulgados por questões de segurança operacional.