Trump afirma que a retirada do urânio enriquecido do Irã será efetuada
Donald Trump afirmou que a retirada do urânio enriquecido do Irã será realizada e rejeitou a implementação de pedágios no Estreito de Ormuz. O negociador iraniano Mohammad Bagher Qalibaf declarou que o país não se renderá aos Estados Unidos. No Senado americano, avançou um projeto de lei para retirar o país da guerra contra o Irã
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Donald Trump afirmou, nesta quinta-feira (21), que a retirada do urânio enriquecido do Irã será efetuada e que não admitirá a implementação de pedágios no Estreito de Ormuz. As declarações ocorreram em resposta a questionamentos sobre as negociações para o encerramento do conflito e sobre uma suposta proibição do líder supremo iraniano, Motjaba Khamenei, quanto à remoção do material nuclear.
Anteriormente, na quarta-feira (20), o presidente dos Estados Unidos indicou que daria uma oportunidade ao Irã, ressaltando que não tem pressa para finalizar as negociações. Durante o embarque para um compromisso em Connecticut, Trump enfatizou que a prioridade é o cumprimento dos objetivos da missão, em detrimento de um cronograma fixo. Mais tarde, em discurso na formatura da Academia da Guarda Costeira, ele reiterou que não cederá e afirmou que as tropas iranianas foram destruídas.
Do lado iraniano, o presidente do Parlamento e negociador de Teerã, Mohammad Bagher Qalibaf, declarou via Telegram que o país não se renderá aos Estados Unidos, mesmo diante da pressão econômica. Qalibaf alegou que as Forças Armadas aproveitaram o cessar-fogo para reconstrução e interpretou as ações do governo Trump como evidências de que Washington planeja novos confrontos.
No cenário interno, Trump enfrenta instabilidade política. Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na terça-feira (19) registrou que sua aprovação caiu para 35%, um dos menores índices desde seu retorno à Casa Branca. Na mesma data, o Senado dos EUA avançou com um projeto de lei que visa obrigar a retirada do país da guerra contra o Irã. A medida reflete a pressão de democratas que, desde o ataque ordenado por Trump ao final de fevereiro, buscam restringir os poderes de guerra do presidente, superando a resistência anterior dos republicanos no Congresso.