Trump afirma que Irã garantiu a isenção de taxas para navios no Estreito de Ormuz
Donald Trump afirmou que o Irã garantiu a gratuidade de passagens comerciais pelo Estreito de Ormuz após acordo de paz preliminar. O presidente condicionou o fim do bloqueio naval a vistorias nucleares iranianas e negou a transferência de fundos americanos para a reconstrução do país. O governo iraniano impôs limites diários ao tráfego de navios e propôs, com o Omã, a administração conjunta da via
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Donald Trump afirmou, nesta quarta-feira (24), que o Irã garantiu a ausência de cobranças de pedágios ou taxas para a passagem de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz. A declaração ocorre em meio a um acordo de paz preliminar assinado entre as duas nações na semana passada, que determinou a reabertura da via marítima. Trump condicionou a suspensão do bloqueio naval realizado pela Marinha dos Estados Unidos à aceitação, por parte dos negociadores iranianos, de vistorias em instalações nucleares e a outras concessões.
Apesar do avanço, o presidente norte-americano ameaçou abandonar as negociações, mencionando a questão das inspeções nucleares e reiterando posicionamentos já expressos na terça-feira. Trump também negou que os Estados Unidos transferirão fundos próprios ao Irã, mesmo com a previsão de um mecanismo de US$ 300 bilhões para a reconstrução do país. O presidente esclareceu que os recursos provirão de bens congelados de Teerã e serão destinados a ajuda humanitária, especificamente para a compra de milho, trigo, soja e outros produtos agrícolas exclusivamente de produtores dos Estados Unidos.
Paralelamente, o governo iraniano introduziu restrições não previstas no acordo de paz. Por meio de uma autoridade militar citada pela agência estatal Tasnim, o Irã informou, na terça-feira (23), que a passagem por Ormuz será limitada a um número variável de embarcações por dia, dependendo das condições regionais, sem especificar a quantidade permitida. Teerã tem ameaçado fechar o estreito novamente em resposta a ataques de Israel no Líbano.
Enquanto os Estados Unidos defendem a abertura total da via, o Irã e o Omã anunciaram, após reunião entre o sultão Haitham bin Tariq, o ministro das Relações Exteriores iraniano Abbas Araghchi e o negociador Mohammad Bagher Ghalibaf, que estudarão uma administração conjunta de Ormuz. A proposta prevê a cobrança de custos por serviços prestados, sob a justificativa de preservação da soberania sobre a rota.
No campo operacional, o tráfego marítimo registrou na segunda-feira o volume mais intenso desde o início do conflito no Oriente Médio, com a passagem de ao menos 35 navios comerciais. Trump destacou que o fluxo de 19 milhões de barris de petróleo ocorrido na segunda-feira representa um recorde histórico. Até o momento, o governo dos Estados Unidos não emitiu pronunciamento oficial sobre as limitações de tráfego impostas pelo Irã.