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Trump afirma que Irã não receberá compensação financeira prevista em acordo de paz

19 de Junho de 2026 às 12:11

Donald Trump anunciou que os Estados Unidos não pagarão a compensação de US$ 300 bilhões prevista no acordo de paz com o Irã. O pacto, divulgado na quarta-feira, enfrenta instabilidades com o cancelamento de negociações na Suíça e ataques de Israel ao Líbano. O tratado estabelece a suspensão de sanções e a não proliferação nuclear iraniana

O acordo de paz firmado entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio enfrenta instabilidade apenas dois dias após a divulgação oficial do documento. O presidente Donald Trump afirmou, nesta sexta-feira (19), que o governo iraniano não receberá a compensação financeira prevista no tratado, contrariando a cláusula que estabelece um plano de reconstrução e desenvolvimento econômico de Teerã com valor mínimo de US$ 300 bilhões, a ser implementado pelos EUA e parceiros do Golfo Pérsico.

A tensão entre as potências escalou com trocas de acusações. O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, declarou na quinta-feira (18) que Trump teria utilizado diversas alavancas por desespero para viabilizar o pacto. Em resposta, o presidente norte-americano negou a afirmação, embora tenha reiterado que os EUA cumprirão o prazo de 60 dias estipulado para as negociações sobre o programa nuclear iraniano.

Outros eventos recentes sinalizam a fragilidade do compromisso. Na quinta-feira, o vice-presidente JD Vance desistiu de participar da primeira rodada de negociações nucleares na Suíça, o que levou o governo suíço a cancelar o encontro entre os negociadores. Simultaneamente, Israel realizou ataques a alvos no Líbano que resultaram em 18 mortos, apesar de o acordo prever o fim imediato das hostilidades e a garantia da soberania libanesa. Diante disso, Trump utilizou a rede social Truth Social para cobrar que Israel cumpra o cessar-fogo em todas as frentes, incluindo o Hezbollah.

Divulgado na quarta-feira (17), o memorando de entendimento é composto por 14 pontos. Entre as principais garantias estão a promessa de que o Irã não desenvolverá armas nucleares, a suspensão de sanções norte-americanas — incluindo a liberação de exportações de petróleo e a devolução de ativos congelados —, a retirada de forças militares dos EUA das proximidades do Irã em 30 dias e a retomada do tráfego comercial no Estreito de Ormuz. O documento prevê que o acordo final seja ratificado por uma resolução vinculante do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

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