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Trump ameaça novos ataques militares ao Irã após declarar o fim do cessar-fogo

09 de Julho de 2026 às 09:03

Donald Trump ameaçou realizar novos ataques militares ao Irã, alegando o fim do cessar-fogo. Mediadores buscam um acordo que envolva a fiscalização nuclear da ONU em troca do reconhecimento do controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz e a liberação de ativos financeiros

Trump ameaça novos ataques militares ao Irã após declarar o fim do cessar-fogo
EPA via BBC

Donald Trump intensificou as ameaças contra o Irã, afirmando que o cessar-fogo terminou e sinalizando a possibilidade de novos ataques militares imediatos. O presidente dos Estados Unidos justificou a postura ao alegar que, caso o regime iraniano possuísse armamento nuclear, não hesitaria em utilizá-lo, classificando os governantes de Teerã como mentirosos.

Apesar da retórica agressiva e das tentativas anteriores dos EUA e de Israel de desestabilizar o governo iraniano, as negociações para um memorando de entendimento permanecem como a única alternativa viável. O processo diplomático, no entanto, enfrenta um cenário de extrema tensão e falta de confiança mútua, sendo classificado por mediadores como fragilizado após os recentes confrontos.

O ponto central do impasse é o controle do Estreito de Ormuz. Teerã utiliza a capacidade de bloquear a passagem de navios — rota por onde circula 20% do suprimento global de petróleo e gás — como sua principal ferramenta de pressão econômica mundial, superando inclusive a ameaça nuclear. O regime iraniano demonstrou disposição a prolongar o conflito para garantir a manutenção desse controle estratégico.

Internamente, o governo do Irã se sente fortalecido após sobreviver às tentativas de destruição lideradas por Washington e Tel Aviv. O funeral do aiatolá Ali Khamenei, assassinado em 28 de fevereiro no início da guerra, evidenciou a base de apoio do regime. Embora a oposição persista, ela foi silenciada por uma repressão violenta em janeiro, que resultou na morte de milhares de manifestantes.

Para que a escalada militar seja interrompida, mediadores buscam um acordo abrangente. A proposta prevê que o Irã aceite a fiscalização de inspetores da ONU, limite o enriquecimento de urânio e preste contas sobre seus estoques de material nuclear. Em contrapartida, Teerã exigiria o reconhecimento de sua autoridade sobre o Estreito de Ormuz, a liberação de ativos financeiros mantidos no exterior e a permissão para comercializar seu petróleo.

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