Trump anuncia assinatura de acordo de paz entre Estados Unidos e Irã para este domingo
Donald Trump anunciou a assinatura de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã para este domingo (14). O pacto prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e a proibição de que o Irã obtenha armamento nuclear. O primeiro-ministro do Paquistão confirmou a concordância dos termos, enquanto o Irã sugeriu a assinatura do memorando em Islamabad
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/M/U/RO5cXIRbyrnoClLyQqGA/2026-05-29t093129z-833218144-rc2wilaxyi3o-rtrmadp-3-iran-crisis-talks.jpg)
Donald Trump anunciou que a assinatura de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, visando encerrar o conflito no Oriente Médio, está prevista para este domingo (14). O presidente americano informou que a reabertura do Estreito de Ormuz ocorrerá imediatamente após a formalização do pacto. Segundo Trump, o documento estabelece uma barreira definitiva para que o Irã não obtenha armamento nuclear e prevê, em momento oportuno, a remoção e destruição de resíduos nucleares enterrados em montanhas de granito.
A possibilidade de um desfecho diplomático foi reforçada pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que afirmou no sábado (13) que as partes concordaram com os termos do acordo. Sharif indicou que o Paquistão se prepara para uma assinatura eletrônica nas próximas 24 horas, com negociações técnicas programadas para a semana seguinte. No entanto, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, contestou a data de domingo, sugerindo que a assinatura do memorando de entendimento possa ocorrer em Islamabad nos próximos dias, embora tenha pedido cautela sobre o cronograma exato.
O consenso entre os negociadores foi anunciado por Trump na quinta-feira (11), após o presidente cancelar uma ofensiva militar que visava o controle de petróleo e gás iraniano. Apesar de contradições iniciais, o chanceler iraniano, Abás Araqchi, admitiu posteriormente que a proximidade de um acordo é inédita. Um alto funcionário do governo dos EUA também confirmou a existência de um pacto sólido.
Embora o conteúdo oficial não tenha sido divulgado, informações de fontes governamentais indicam divergências e convergências nos termos. Relatos da imprensa norte-americana apontam para um cessar-fogo de 60 dias em todas as frentes, incluindo o Líbano, a flexibilização progressiva de sanções e a retirada do bloqueio naval dos EUA. Outras fontes do governo americano acrescentam que o programa nuclear iraniano seria desmantelado e que ativos congelados do Irã só seriam liberados após o cumprimento das obrigações do acordo.
Por outro lado, a imprensa estatal iraniana sustenta que Teerã não abrirá mão do enriquecimento de urânio nem do controle do Estreito de Ormuz. As exigências iranianas incluem a suspensão total das sanções, a retirada de forças militares dos EUA das proximidades do país e a interrupção das hostilidades, inclusive no Líbano.
A urgência do acordo surge após uma escalada de violência iniciada com a queda de um helicóptero militar dos EUA no Estreito de Ormuz. Trump acusou o Irã pelo incidente, resultando em bombardeios americanos contra sistemas de defesa e radares em território iraniano. O Irã revidou atacando uma base dos EUA no Bahrein e lançando mísseis contra países do Golfo Pérsico, além de fechar o Estreito de Ormuz, o que havia invalidado o cessar-fogo anterior.