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Trump anuncia intenção de cobrar taxa de 20% sobre cargas no Estreito de Ormuz

13 de Julho de 2026 às 15:14

Donald Trump anunciou a intenção de controlar o Estreito de Ormuz com a cobrança de taxa de 20% sobre as cargas. O governo iraniano rejeitou a proposta, enquanto os EUA realizaram ataques a 140 alvos militares no Irã. Teerã respondeu com ofensivas contra Bahrein, Kuwait, Catar, Jordânia e Omã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (13) a intenção de assumir o controle do Estreito de Ormuz, estabelecendo a cobrança de uma taxa de 20% sobre toda a carga que transitar pela rota. A declaração provocou a reação imediata do governo iraniano, que rejeitou a proposta.

Contradições e Acordos Prévios

A nova postura de Trump diverge de declarações anteriores e do próprio memorando de paz preliminar assinado entre Estados Unidos e Irã em meados de junho. No dia 15 de junho, o líder norte-americano afirmou ao New York Times que não haveria pedágio na região, respondendo a anúncios de "taxas de serviço marítimo" feitos por Teerã.

Posteriormente, em 20 de junho, Trump indicou nas redes sociais que a cobrança de taxas poderia ocorrer apenas como reembolso de custos, caso um acordo definitivo de paz não fosse concretizado, mantendo a isenção prevista no documento preliminar por 60 dias. Já em 24 de junho, ele negou a existência de qualquer custo de seguro ou pedágio cobrado pelo Irã, ameaçando encerrar as negociações se tais taxas fossem implementadas.

Escalada Militar e Tensões Regionais

O cenário de instabilidade é agravado por divergências sobre a navegabilidade da região. O Irã afirma que o Estreito de Ormuz foi fechado no último sábado (11), informação negada por Donald Trump e pelo comando militar dos EUA.

A tensão escalou após os Estados Unidos realizarem uma ofensiva contra 140 alvos militares iranianos em 24 horas, somando mais de 300 ataques em três noites. O Comando Central dos EUA justificou a operação como retaliação a ataques iranianos contra embarcações. Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana confirmou a realização de tiros de advertência.

No domingo (12), novas investidas militares americanas foram executadas com o objetivo de reduzir a capacidade do Irã de atacar navios em Ormuz. Como contrapartida, Teerã lançou ataques contra Bahrein, Kuwait, Catar, Jordânia e Omã, nações que possuem importância estratégica no tráfego marítimo ou abrigam bases militares dos Estados Unidos.

Reação do Irã

O comando militar do Irã declarou que não aceitará a intervenção norte-americana na administração do Estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária iraniana reiterou que mantém a autoridade e o controle total sobre a passagem marítima.

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