Trump anuncia novo ataque ao Irã para assumir controle de reservas de petróleo e gás
Donald Trump anunciou um novo ataque ao Irã para controlar as reservas de gás e petróleo, priorizando a tomada da Ilha de Kharg. A ofensiva, que ocorre pela terceira noite consecutiva, resultou no fechamento do Estreito de Ormuz pelo governo iraniano
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/7/Q/tjewKKTdScyA5BX6mdmA/ap26160163349472.jpg)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a realização de um novo ataque contra o Irã na noite desta quinta-feira (11), com o objetivo de assumir o controle de todas as reservas de gás e petróleo do país. Por meio da rede Truth Social, Trump comparou a estratégia ao modelo adotado com a Venezuela após a prisão de Nicolás Maduro, situação em que Washington passou a gerir a comercialização do petróleo venezuelano e a transferir as receitas para a gestão de Delcy Rodríguez.
Em declaração à Fox News, o mandatário americano revelou que sua prioridade seria a tomada da Ilha de Kharg, ponto estratégico responsável por aproximadamente 90% das exportações de petróleo iranianas. Embora Trump tenha alegado ter conversado com autoridades de Teerã — que teriam solicitado a interrupção dos bombardeios —, o governo iraniano negou a existência de tais diálogos.
A ofensiva marca a terceira noite consecutiva de incursões norte-americanas em território iraniano, ignorando o cessar-fogo vigente há quase dois meses. O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou as ações, classificando-as como atos criminosos que tornam o acordo de paz sem sentido e atribuindo aos líderes dos EUA a responsabilidade pelas consequências graves. Como resposta imediata, o Irã determinou o fechamento total do Estreito de Ormuz por tempo indeterminado.
A escalada militar teve início na terça-feira (9), quando Washington justificou a primeira onda de ataques como retaliação à derrubada de um helicóptero Apache. Na sequência, na quarta-feira (10), o Comando Central dos EUA mirou sistemas de comunicação, capacidades de vigilância militar e instalações de defesa aérea.
O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, definiu os bombardeios como medidas "fortes e claras" para expandir os interesses militares norte-americanos no Oriente Médio e viabilizar uma solução diplomática para a guerra. Em contrapartida, a Comissão de Segurança Nacional do Parlamento do Irã afirmou que o país irá retaliar as ameaças, reiterando que Teerã não realiza negociações sob pressão. Trump ressaltou, ainda, que Israel não participou das missões, mas não descartou a continuidade de operações militares no país.