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Trump anuncia operação secreta para desobstruir o Estreito de Ormuz e liberar navios comerciais

10 de Junho de 2026 às 18:22

Donald Trump anunciou operação secreta que liberou a passagem de 200 navios e 100 milhões de barris de petróleo no Estreito de Ormuz. Após a derrubada de um helicóptero Apache, os EUA bombardearam defesas iranianas, que responderam com mísseis contra a Quinta Frota Naval. Trump ameaça novos ataques a usinas e pontes enquanto negociadores do Catar buscam um acordo de paz em Teerã

Donald Trump anunciou a realização de uma operação secreta no mês passado para desobstruir o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo que havia sido fechada pelo Irã. De acordo com o presidente dos Estados Unidos, a missão permitiu a travessia de mais de 200 navios comerciais, resultando no escoamento de mais de 100 milhões de barris do combustível.

Apesar da operação, a tensão entre Washington e Teerã escalou nesta semana. Na terça-feira (9), as forças norte-americanas bombardearam radares e sistemas de defesa antiaérea no Estreito de Ormuz, incluindo alvos na ilha de Qeshm e nas cidades de Bandar Abbas, Sirik, Kohstak e Minab. A ofensiva foi a resposta dos EUA à derrubada de um helicóptero militar Apache que sobrevoava a região no dia anterior.

O governo iraniano reagiu com ataques de mísseis contra a Quinta Frota Naval dos Estados Unidos, baseada no Bahrein. A Guarda Revolucionária do Irã classificou a ação como uma resposta contundente, enquanto o chanceler Abbas Araghchi afirmou que nenhuma agressão ficará sem resposta e sugeriu que as forças americanas deixem a região para garantir a própria segurança.

Nesta quarta-feira (10), Trump intensificou as ameaças via Truth Social, chamando o Irã de "valentão do Oriente Médio" e declarando que o país pagará o preço por ter rejeitado um acordo de paz. Em entrevista à Fox News, o presidente afirmou estar próximo de ordenar novos ataques contra pontes e usinas de energia em território iraniano, prometendo que a nova ofensiva será "muito forte".

O cenário ocorre em meio a um cessar-fogo fragilizado, que também foi violado por trocas de bombardeios entre Israel e Irã nos últimos dias. Paralelamente às ameaças militares, negociadores do Catar viajaram a Teerã na manhã desta quarta-feira, após consultas com Washington, em uma tentativa de finalizar um acordo de paz que, segundo Trump, estaria em fase final de negociação.

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