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Trump avalia transformar a Venezuela no 51º estado dos Estados Unidos devido às reservas de petróleo

11 de Maio de 2026 às 18:16

Donald Trump estuda transformar a Venezuela no 51º estado dos EUA devido às reservas de petróleo do país, estimadas em US$ 40 trilhões. A Casa Branca negocia acordos com empresas de energia e com a presidente interina Delcy Rodríguez

Trump avalia transformar a Venezuela no 51º estado dos Estados Unidos devido às reservas de petróleo
Mark Schiefelbein / AP

Donald Trump avalia a possibilidade de transformar a Venezuela no 51º estado dos Estados Unidos. A proposta, mencionada nesta segunda-feira (11), fundamenta-se principalmente nas reservas de petróleo venezuelanas, estimadas em US$ 40 trilhões.

Desde a captura de Nicolás Maduro, em janeiro, a Casa Branca intensificou a movimentação de emissários entre Washington e Caracas. O objetivo é negociar acordos com mineradoras e empresas de energia norte-americanas, além de consolidar a relação com a presidente interina Delcy Rodríguez. Trump destacou a eficiência da gestão atual e o volume de extração de petróleo, ressaltando a utilização de plataformas de grande porte por companhias petrolíferas.

A intenção de expansão territorial é uma tendência recorrente no atual mandato do republicano. Em maio do ano passado, Trump condicionou o acesso gratuito do Canadá ao sistema antimíssil "Domo de Ouro" à integração do país como o 51º estado americano. Caso a nação canadense optasse por manter a independência, o custo para aderir ao sistema seria de US$ 61 bilhões (R$ 345 bilhões).

A estratégia do "Domo de Ouro" também motivou a pressão de Trump sobre a Otan para que a organização apoiasse a anexação da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, classificado por ele como vital para a construção do escudo.

Outro alvo de interesse territorial foi Cuba. Em março, o presidente afirmou que seria uma honra tomar a ilha, aproveitando-se de uma severa crise energética no país para forçar o governo cubano a iniciar negociações. A pressão sobre Cuba é uma continuidade de políticas implementadas entre 2017 e 2021, quando Trump reverteu a abertura diplomática de Barack Obama e intensificou as sanções contra o governo comunista.

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