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Trump busca apoio de Xi Jinping para pressionar Irã a aceitar acordo de paz

12 de Maio de 2026 às 12:28

Donald Trump viaja a Pequim nesta quarta-feira (13) para reunir-se com Xi Jinping. O objetivo é mobilizar a China para pressionar o Irã a aceitar um acordo de paz e reabrir o Estreito de Ormuz. A pauta inclui ainda inteligência artificial, terras raras, trégua tarifária e exportações agrícolas e de aeronaves

A instabilidade no Estreito de Ormuz e o terceiro mês de conflito entre Estados Unidos e Irã devem dominar a pauta da reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, em Pequim. O presidente americano desembarca na capital chinesa nesta quarta-feira (13) com o objetivo de mobilizar a influência de Pequim para pressionar o regime teocrático iraniano a aceitar um acordo de paz.

A China detém uma posição estratégica na mediação devido aos fortes vínculos econômicos com a República Islâmica, tendo adquirido cerca de 80% do petróleo iraniano a preços reduzidos no ano passado. Além disso, o bloqueio da via marítima no Golfo Pérsico impacta diretamente as exportações chinesas e agrava a situação interna do país, que lida com a alta dos preços de energia, desemprego elevado e desaceleração econômica.

O cenário favorece Xi Jinping, que assume o papel de mediador discreto enquanto líderes ocidentais se aproximam de Pequim, impulsionados por declarações instáveis de Trump. O governante dos Estados Unidos chega ao encontro em posição de fragilidade, após sucessivas negociações infrutíferas e a necessidade de encerrar o embate militar antes das eleições de novembro. Recentemente, no domingo, Trump rejeitou a última proposta enviada pelo Irã, classificando o cessar-fogo atual como gravíssimo e instável.

Embora a agenda do encontro, denominada por Trump como "G2", inclua discussões sobre inteligência artificial, terras raras e a manutenção da trégua tarifária estabelecida na cúpula de Seul em outubro, a urgência pela reabertura segura do Estreito de Ormuz tende a eclipsar esses temas.

A expectativa por grandes acordos comerciais é baixa. Trump, que retorna a Washington na sexta-feira (15), busca vitórias pontuais para reequilibrar a relação bilateral, focando na exportação de produtos agrícolas e de aeronaves da Boeing. Esta visita marca o primeiro retorno de um presidente americano à China em nove anos.

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