Mundo

Trump critica suspensão de novos data centers em Nova York por prejudicar a economia americana

15 de Julho de 2026 às 15:05

Donald Trump criticou a moratória de um ano para a aprovação de novos data centers em Nova York, anunciada pela governadora Kathy Hochul. O presidente argumentou que a medida prejudica a economia e a competitividade tecnológica dos Estados Unidos frente à China

Donald Trump criticou a decisão do estado de Nova York de suspender a aprovação de novos grandes data centers, argumentando que a medida prejudica a geração de empregos, a arrecadação fiscal e a hegemonia tecnológica dos Estados Unidos frente à China. Em publicação na rede social Truth Social nesta quarta-feira (15), o presidente defendeu que essas instalações funcionam como motores econômicos para as regiões onde são implantadas.

Moratória em Nova York

A suspensão, anunciada na terça-feira (14), estabelece uma moratória de um ano para a concessão de novas licenças ambientais de grandes complexos de dados. O governo estadual, liderado pela governadora Kathy Hochul, pretende utilizar esse período para analisar os impactos dessas estruturas no consumo de água, no gasto de energia e nas comunidades locais.

Trump atribuiu a interrupção a motivações políticas de Hochul e solicitou a reversão imediata da política.

Impactos Econômicos e Geopolíticos

Para o presidente, a restrição em Nova York provocará a migração de investimentos para estados que buscam atrair esse tipo de infraestrutura, como Alabama, Flórida, Texas e Arizona. Ele classificou a entrada de impostos e a criação de postos de trabalho provenientes desses centros como "ouro puro" e "enormes vitórias" para as administrações estaduais.

O presidente também defendeu que os próprios data centers devem ser responsáveis por arcar com seus custos de energia e água, garantindo que qualquer benefício excedente seja revertido para as comunidades locais e governos dos estados.

No campo estratégico, Trump alertou que a postura de Nova York pode fragilizar a competitividade dos Estados Unidos em setores de inteligência artificial e novas tecnologias, abrindo espaço para que a China atraia esses investimentos.

Notícias Relacionadas