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Trump defende anexação da Groenlândia durante cúpula da Otan na Turquia

08 de Julho de 2026 às 09:04

Donald Trump criticou aliados na cúpula da Otan em Ancara, questionando o apoio na guerra contra o Irã. O presidente defendeu a anexação da Groenlândia e ameaçou encerrar relações comerciais com a Espanha por baixos investimentos em Defesa

Donald Trump iniciou sua participação na cúpula da Otan, em Ancara, na Turquia, nesta quarta-feira (8), com um tom agressivo e críticas generalizadas aos aliados ocidentais. Em diálogo com a imprensa ao lado do secretário-geral da organização, Mark Rutte, o presidente dos Estados Unidos manifestou insatisfação com a falta de apoio dos parceiros na guerra contra o Irã, conflito iniciado em 28 de fevereiro em conjunto com Israel.

Um dos pontos centrais da tensão envolve a Groenlândia. Trump defendeu a anexação da ilha do Ártico, atualmente sob soberania dinamarquesa, alegando que a medida é necessária para a segurança dos Estados Unidos, que já operam uma base militar no local. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, rebateu a postura norte-americana, reafirmando que o território não está à venda e que o país defenderá cada centímetro de sua área, contando com o compromisso de defesa mútua da Aliança Atlântica. Frederiksen também enfatizou a necessidade de respeito ao direito de autodeterminação do povo groenlandês.

A relação entre Washington e Copenhague já havia sido tensionada no início do ano, quando Trump ameaçou tomar a Groenlândia à força. Após semanas de retórica hostil e possibilidade de intervenção militar, o presidente havia anunciado, em janeiro, um acordo com o secretário-geral da Otan, embora os termos do pacto não tenham sido detalhados.

A Espanha também foi alvo de ataques diretos. Trump criticou os baixos investimentos espanhóis em Defesa e a recusa do país em ceder o uso de duas bases militares durante o conflito contra o Irã. O presidente norte-americano classificou a Espanha como uma "causa perdida" e declarou a intenção de encerrar relações comerciais com a nação, alegando falta de participação e de pagamentos.

O atrito financeiro remonta à cúpula da Otan em Haia, no ano passado, quando a Espanha foi o único membro a não aderir ao compromisso de elevar os gastos militares para 5% do PIB nacional até 2035. Apesar das ameaças de retaliação comercial de Trump, o governo de Pedro Sánchez afirmou receber as críticas com tranquilidade. A administração espanhola ressaltou a solidez dos vínculos sociais e econômicos com os Estados Unidos, lembrando que as negociações comerciais norte-americanas ocorrem com a União Europeia, via Comissão Europeia, e não de forma individualizada com cada Estado-membro.

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