Mundo

Trump determina a continuidade de abordagens a veículos após mortes em operações de imigração

16 de Julho de 2026 às 06:08

Um agente do ICE matou o mexicano Lorenzo Salgado Araujo em Houston no dia 7 de julho. Após esse e outro caso similar no Maine, o governo dos EUA orientou a suspensão de abordagens a veículos, medida posteriormente revogada por Donald Trump

Um agente do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) matou a tiros o motorista mexicano Lorenzo Salgado Araujo, em Houston, no Texas, no dia 7 de julho. O incidente ocorreu durante uma operação de fiscalização, na qual o Departamento de Segurança Interna (DHS) confirmou que Salgado estava em situação migratória irregular.

A polícia migratória sustenta que o agente disparou após o motorista tentar atropelar os policiais com a van que conduzia durante uma tentativa de fuga. A família de Salgado, que residia nos Estados Unidos há 35 anos, nega a versão oficial, afirmando que ele não representava risco aos agentes ou a terceiros. O DHS admitiu que a operação original tinha como alvo outra pessoa e que o mexicano foi encontrado fortuitamente durante a ação.

Impacto nas operações de imigração

A morte de Salgado soma-se a outro caso ocorrido na segunda-feira (13), em Biddeford, no Maine, onde um cidadão colombiano com a documentação regularizada também foi baleado e morto por um agente de imigração.

Diante desses eventos, o governo dos Estados Unidos orientou, na terça-feira (14), que os agentes do ICE suspendessem abordagens a veículos, exceto em casos de existência de mandados de prisão, situação que exigiria o apoio de outras forças de segurança. No entanto, na quarta-feira, o presidente Donald Trump contradisse a orientação governamental, determinando a continuidade das operações nas estradas para combater a imigração irregular.

Contexto das detenções nos EUA

As ações ocorrem sob a gestão de Donald Trump, que assumiu a presidência em janeiro de 2025 com a promessa de expulsar todos os estrangeiros irregulares. A intensificação da repressão resultou na detenção de 10 mil pessoas em apenas cinco dias de junho, conforme dados do DHS compilados pela Associated Press e pelo The New York Times.

Este volume de prisões representa o maior índice proporcional desde o início das batidas migratórias do atual governo, considerando que a média de detenções em 2025 era de 30 mil pessoas por mês.

Notícias Relacionadas