Trump determina interrupção de relações comerciais com a Espanha durante cúpula da Otan na Turquia
Donald Trump determinou o fim das relações comerciais com a Espanha e de um acordo de paz com o Irã durante cúpula da Otan em Ancara. O evento resultou no compromisso de 70 bilhões de euros em ajuda militar à Ucrânia para 2026 e investimentos de US$ 50 bilhões em defesa por Canadá e Europa. O presidente dos EUA autorizou a produção de mísseis Patriot em Kiev e manifestou interesse na anexação da Groenlândia
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/G/F/sCuA9wQEm5Bya7qqYtKg/2026-07-08t161645z-1339906776-rc2s9ma9r3g2-rtrmadp-3-nato-summit-trump.jpg)
Donald Trump promoveu instabilidade durante a cúpula da Otan em Ancara, na Turquia, nesta quarta-feira (8), ao alternar entre exigências agressivas e declarações de unidade. No início do encontro, o presidente dos Estados Unidos demonstrou irritação com os aliados, classificando a Espanha como um "parceiro terrível" e determinando que o secretário do Tesouro, Scott Bessent, interrompa todas as relações comerciais com o país. Trump justificou a postura pela falta de apoio dos aliados no conflito contra o Irã, ocasião em que também anunciou o encerramento de um acordo de paz com o regime iraniano, descartando novos diálogos.
Ainda na abertura do evento, o líder norte-americano reiterou o interesse dos EUA na anexação da Groenlândia, argumentando que a ilha representa um problema para seu governo e que não possui importância para a Dinamarca. Essas falas ocorreram na presença do secretário-geral da Otan, Mark Rutte, que buscou mediar as tensões sobre a Groenlândia, o Irã e os orçamentos de defesa.
O tom do presidente mudou após reuniões a portas fechadas. Ao final da cúpula, Trump descreveu o encontro como um "sucesso tremendo" e afirmou que a união e o afeto prevaleceram entre os líderes. Relatos de Emmanuel Macron, presidente da França, e de fontes próximas às negociações indicam que as críticas públicas não foram repetidas nas discussões privadas, onde Trump manifestou o desejo de manter os Estados Unidos na aliança militar.
A mudança de postura estendeu-se ao tratamento com Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, a quem Trump dispensou cordialidade e concedeu permissão para a fabricação de mísseis Patriot em Kiev. Ao encerrar a agenda, o presidente dos EUA atribuiu a recuperação do respeito da Otan pelos Estados Unidos à sua pressão para que os aliados elevassem o teto de gastos com Defesa.
A cúpula foi finalizada com a assinatura de uma declaração de compromisso inabalável com a defesa coletiva, baseada no Artigo 5º do pacto da aliança. Como resultado prático, os membros da Otan acordaram o fornecimento de 70 bilhões de euros em assistência militar à Ucrânia para 2026. Além disso, Canadá e países europeus assumiram maior responsabilidade na defesa do bloco, com a divulgação de iniciativas de defesa que somam ao menos US$ 50 bilhões, anunciadas na terça-feira.