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Trump manifesta intenção de retomar o controle dos Estados Unidos sobre o Canal do Panamá

01 de Julho de 2026 às 18:08

Donald Trump anunciou, em seu discurso de posse em janeiro de 2025, a intenção de retomar o controle dos Estados Unidos sobre o Canal do Panamá. O presidente justificou a medida citando cobranças excessivas do governo panamenho e a influência da China na região

Donald Trump manifestou a intenção de retomar o controle dos Estados Unidos sobre o Canal do Panamá, alegando que a atual administração panamenha impõe cobranças excessivas pelo uso da hidrovia. O anúncio ocorreu durante seu discurso de posse, em janeiro de 2025, e reflete a visão do republicano de que a via é a obra mais cara e lucrativa já construída pelos americanos.

O presidente também demonstrou preocupação com a influência da China na região, afirmando que não permitirá que o país asiático assuma o controle da passagem. Como ponto de alerta, Trump destacou que dois portos situados próximos à entrada do canal são geridos por uma empresa de Hong Kong.

A postura de Trump contrasta com a transferência de controle da estrutura ao Panamá, ocorrida em 1999, após acordos firmados em 1977 que previram um período de administração conjunta. O republicano criticou governos anteriores dos Estados Unidos por terem concretizado essa entrega.

A importância estratégica da via é evidenciada pelo volume de tráfego, que chega a 14 mil navios anualmente, respondendo por 2,5% do comércio marítimo mundial. A hidrovia é fundamental para a economia norte-americana, facilitando a exportação de commodities, como o gás natural liquefeito, e a importação de produtos comerciais e automóveis vindos da Ásia em navios porta-contêineres.

Historicamente, a obra é associada a Theodore Roosevelt, que a idealizou e iniciou sua construção. Para viabilizar o projeto, Roosevelt apoiou a independência do Panamá em relação à Colômbia em 1903, garantindo aos Estados Unidos o direito de administrar a via. O acordo da época previa um pagamento de US$ 10 milhões e anuidades de US$ 250 mil. Embora inaugurado em 15 de agosto de 1914, sob a presidência de Woodrow Wilson, o canal impulsionou o desenvolvimento do noroeste dos EUA por mais de 80 anos, beneficiando inclusive a fundação e a expansão da companhia aérea Boeing.

Atualmente, a operação do canal enfrenta desafios ambientais. Mudanças climáticas têm provocado secas nos lagos que regulam os níveis de água, forçando o governo do Panamá a restringir o trânsito de embarcações para priorizar o abastecimento hídrico da população.

Recentemente, em visita a um museu na Dakota do Norte, Trump interagiu com um programa de inteligência artificial que simula Theodore Roosevelt. Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta quarta-feira (1º), o presidente questionou se a construção do canal era a maior conquista do ex-presidente, recebendo a confirmação do software sobre a mudança definitiva no mapa mundial.

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