Trump nega conflitos de interesse após fortuna crescer US$ 2,2 bilhões em 2025
Donald Trump aumentou seu patrimônio em US$ 2,2 bilhões em 2025, impulsionado por lucros de US$ 1,4 bilhão com criptomoedas. O republicano nega conflitos de interesse diante de transações com empresas dos Emirados Árabes Unidos e licenciamentos de marca no Catar e Arábia Saudita
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/n/O/OSQB4ISiAM4V38J6LS0w/2026-07-01t125006z-1701293709-rc205mazan9d-rtrmadp-3-usa-250-trump.jpg)
Donald Trump minimizou o crescimento de seu patrimônio bilionário após reassumir a presidência dos Estados Unidos. Questionado nesta quarta-feira (1º) sobre a questão, o republicano negou a existência de conflitos de interesse ou a partilha de informações privilegiadas com seus administradores.
Dados divulgados na terça-feira (30) e analisados pelo jornal The New York Times revelam que Trump acrescentou ao menos US$ 2,2 bilhões à sua fortuna em 2025, após ter registrado ganhos de US$ 622 milhões em 2024. O setor de criptomoedas foi o principal motor desse salto financeiro, gerando um lucro de US$ 1,4 bilhão por meio da venda de tokens digitais da World Liberty Financial e da moeda fictícia $TRUMP.
Um ponto central da controvérsia envolve a venda de quase metade da World Liberty Financial para uma empresa de investimentos dos Emirados Árabes Unidos, transação que mistura interesses da iniciativa privada com a política externa norte-americana. Paralelamente, a Organização Trump licenciou a marca do presidente para propriedades no Catar e na Arábia Saudita, nações estratégicas para os EUA, arrecadando mais de 14 milhões de dólares no último ano.
Outra fatia relevante do patrimônio líquido do presidente provém da Trump Media & Technology Group. Apesar de uma desvalorização acentuada no ano anterior, as ações da empresa de mídia social de capital aberto são avaliadas em cerca de US$ 875 milhões.
Embora a Casa Branca não tenha respondido formalmente aos questionamentos do The New York Times, a porta-voz Anna Kelly afirmou em comunicado que o presidente atua exclusivamente no interesse do público americano e que não há conflitos de interesse em suas atividades.