Trump pressiona a Suprema Corte para manter a lealdade em decisão sobre cidadania por nascimento
Donald Trump cobrou lealdade da Suprema Corte dos Estados Unidos em relação a uma ordem executiva que restringe a cidadania por nascimento. O presidente também criticou decisão judicial sobre tarifas estrangeiras, que teria causado prejuízo de 159 bilhões de dólares
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Donald Trump pressionou publicamente a Suprema Corte dos Estados Unidos para que os magistrados mantenham a "lealdade" ao governo ao analisarem a validade de uma ordem executiva que restringe a cidadania por nascimento. O presidente manifestou-se no domingo (10), via Truth Social, focando especialmente em Neil Gorsuch e Amy Coney Barrett, juízes que ele próprio nomeou durante seu primeiro mandato.
A medida em questão determina que filhos de imigrantes em situação irregular ou portadores de vistos temporários não obtenham a cidadania americana automaticamente. Embora Trump tenha comparecido pessoalmente à audiência de argumentos orais sobre o tema no mês passado, a ordem executiva já havia sido barrada por instâncias judiciais inferiores, que fundamentaram a decisão na 14ª Emenda da Constituição.
A insatisfação do republicano de 79 anos também se estende a um julgamento de fevereiro, quando a Corte decidiu que a Presidência excedeu sua autoridade ao aplicar tarifas generalizadas a produtos estrangeiros. Trump classificou a sentença como devastadora e afirmou que a decisão resultou em um prejuízo de 159 bilhões de dólares para os Estados Unidos. Em resposta a esse cenário, o governo americano disponibilizou, no mês passado, um mecanismo para reembolsar mais de 166 bilhões de dólares em receitas provenientes de tarifas.
Atualmente, a Suprema Corte possui uma maioria conservadora de 6 a 3, consolidada após as nomeações de Gorsuch, Barrett e Brett Kavanaugh feitas por Trump em seu primeiro governo.