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Trump proíbe a entrada de cidadãos de 19 países nos Estados Unidos durante a Copa do Mundo

14 de Junho de 2026 às 09:03

Donald Trump proibiu a entrada de cidadãos de 19 países, incluindo Irã e Haiti, nos Estados Unidos. A medida restringe o acesso de torcedores à Copa do Mundo, embora atletas e treinadores possuam isenções. A seleção iraniana montará base no México após a barragem de 15 membros da comissão técnica

Uma ordem assinada por Donald Trump em junho de 2025 proibiu a entrada de cidadãos do Irã, do Haiti e de outros 17 países nos Estados Unidos, sob a justificativa de preservar a segurança nacional e evitar ameaças terroristas. A medida impacta diretamente torcedores dessas nações que se classificaram para a Copa do Mundo, dificultando o acompanhamento presencial dos jogos.

A Casa Branca estabeleceu isenções para atletas, treinadores, parentes próximos de participantes de grandes eventos esportivos, residentes permanentes e cidadãos com dupla nacionalidade, desde que possuam passaporte de países não afetados pela restrição.

No caso do Irã, a situação é agravada por uma ofensiva dos Estados Unidos contra o país ocorrida este ano. Embora os atletas tenham recebido vistos para a fase de grupos, que será disputada em território americano, a entrada de cerca de 15 membros da comissão técnica foi barrada. Como alternativa logística, a seleção iraniana decidiu montar sua base em Tijuana, no México. Além disso, a Federação de Futebol do Irã teve sua cota de ingressos revogada, contrariando o regulamento da FIFA, que reserva 8% das entradas de cada partida para as federações envolvidas.

Para torcedores da Argélia, Cabo Verde, Costa do Marfim, Senegal e Tunísia, que também disputarão o Mundial, o governo americano suspendeu a exigência de caução de até US$ 15 mil para a entrada no país, desde que possuam ingressos para a competição.

Internamente, imigrantes que já residem nos Estados Unidos, especialmente comunidades latino-americanas e haitianos, relatam medo de serem detidos pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) ao frequentarem os estádios. Esse receio foi intensificado após a Human Rights Watch reportar a detenção e deportação de um solicitante de asilo que assistiu a um jogo do Mundial de Clubes em Nova Jersey no ano passado. Organizações de direitos humanos alertam para a possibilidade de fiscalizações rigorosas em Fan Zones e arredores dos estádios.

Em abril, mais de 120 entidades de direitos civis emitiram um alerta de viagem apontando riscos de violações graves, incluindo a negação de entrada, encarceramentos, deportações e discriminação racial ou tratamento degradante sob custódia migratória. O governo Trump negou tais riscos para quem esteja legalmente no país. Em resposta ao cenário, a Fifa declarou compromisso com o respeito e a promoção dos direitos humanos reconhecidos internacionalmente.

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