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Trump propõe retomar a venda de caças F-35 para a Turquia durante cúpula da Otan

08 de Julho de 2026 às 06:06

A cúpula da Otan em Ancara discutiu a retomada da venda de caças F-35 dos Estados Unidos para a Turquia, com apoio de Donald Trump e Recep Tayyip Erdogan. A medida, que visa reverter sanções de 2020 causadas pela compra de sistemas russos, enfrenta oposição formal de Israel

A cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizada nesta terça-feira (7) em Ancara, foi marcada pelo retorno do debate sobre a venda de caças F-35 dos Estados Unidos para a Turquia. O movimento surge após Donald Trump manifestar a intenção de suspender as sanções impostas ao governo turco e retomar a comercialização das aeronaves, proposta que recebeu apoio do presidente Recep Tayyip Erdogan. O líder turco mencionou que Trump prometeu a entrega de cinco aviões e demonstrou confiança no cumprimento do acordo.

O impasse entre as duas nações começou em 2019, quando a Turquia, então integrante do programa de fabricação e compra do F-35, adquiriu o sistema de defesa antiaérea S-400 da Rússia. Washington alegou que a operação simultânea do equipamento russo com o caça norte-americano — tecnologia de ponta capaz de atingir 2.000 km/h e transportar diversos armamentos — poderia expor dados sensíveis da aeronave à Rússia. Em consequência, os Estados Unidos expulsaram a Turquia do programa em 2020, aplicaram sanções e o Congresso dos EUA legislou a proibição de novas vendas enquanto os sistemas russos permanecessem em uso.

Ancara classifica a exclusão como injusta e exige a reintegração ao programa, o reembolso dos investimentos realizados ou a entrega dos aviões já pagos. Embora a volta de Trump à Casa Branca tenha aberto caminho para a resolução do conflito, a medida enfrenta oposição direta de Israel. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu solicitou formalmente aos Estados Unidos que não autorizem a venda de motores de combate ou dos caças F-35 para a Turquia, argumentando que a transação desestabilizaria o equilíbrio militar no Oriente Médio e citando falas recentes de autoridades turcas contra o governo israelense.

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