Trump publica imagem na Truth Social para reforçar interesse dos Estados Unidos na Groenlândia
Donald Trump publicou imagem na rede Truth Social sinalizando interesse na aquisição da Groenlândia. A iniciativa visa ampliar a influência dos Estados Unidos no Ártico por questões de segurança nacional e reservas minerais. A Dinamarca e autoridades locais negam a venda do território
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Donald Trump utilizou a rede social Truth Social, neste sábado (23), para publicar uma montagem na qual aparece como um gigante sobre as montanhas da Groenlândia, com a frase “Hello, Greenland!”. A imagem, que mostra o presidente dos Estados Unidos com a mão sobre o território e casas ao fundo, reforça a intenção de Washington em ampliar sua influência sobre a ilha controlada pela Dinamarca.
A estratégia de Trump baseia-se na importância geográfica do Ártico e na abundância de reservas minerais da região, elementos que ele classifica como essenciais para a segurança nacional americana, especialmente diante da expansão de Rússia e China na zona polar. O interesse na aquisição do território não é recente, tendo sido sugerido pelo presidente durante seu primeiro mandato, proposta que foi negada pelo governo dinamarques.
Atualmente, a Groenlândia é um território autônomo vinculado ao Reino da Dinamarca e já sedia a base espacial Pituffik, utilizada pelos Estados Unidos para monitoramento militar e espacial. No entanto, a insistência de Trump em assumir o controle da ilha gerou tensões diplomáticas entre Washington, Copenhague e as autoridades locais, que reiteram que o território não está à venda.
A instabilidade diplomática refletiu-se em protestos populares em Nuuk, capital da Groenlândia, onde moradores manifestaram apoio à soberania local e criticaram a postura americana durante a visita do enviado especial de Trump. Paralelamente, a Otan anunciou a implementação de uma operação militar no Ártico em resposta às ameaças do presidente dos Estados Unidos.
A disputa pelo controle da região é intensificada pelo derretimento do gelo, que abre novas rotas marítimas, e pela corrida internacional por minerais críticos para os setores de defesa e tecnologia.